19 de nov. de 2014

QUEM LÊ SABE! CONTEÚDO PARA AVALIAÇÃO!

Realismo, Naturalismo(1860)
Ø  Antirromantismo
Ø  Segunda metade do séc. XIX- período de grandes
Transformações sociais-segunda fase da revolução indústrial em que a classe operária aumenta- luta por seus direitos
Ø  A Burguesia busca
Ø  Marxismo- Karl Marx- o desenvolvimento da sociedade se dá só após a luta de classes
Ø  Determinismo-vai em busca das leis e causas que determinam a criação artística do homem- a raça, meio e de momento(contexto históricoa  riquezas-Belle Èpoque
Ø  Positivismo- Augusto Comte o estudo da realidade só se dá mediante a ciência) Realismo, Naturalismo(1860
Ø  Antirromantismo- o sonho dá lugar à realidade
Ø  Realismo/Naturalismo Europeu- Madame Bouvarie- mostra a realidade do casamento
Ø  Antirromantismo- o sonho dá lugar à realidade
Ø  Realismo/Naturalismo Europeu- Madame Bouvarie- mostra a realidade do casamento
Ø  Antirromantismo- o sonho dá lugar à realidade
Ø  Realismo/Naturalismo Europeu- Madame Bouvarie- mostra a realidade do casamento
Ø  Caráter crítico;
Ø  Ambientação Urbana
Ø  contradições da sociedade urbana
Ø  Pessimismo e fatalista
Ø  Nilismo- negação
Ø  Cuidado estilístico formal
Ø  Crítica social implícita
Ø  Naturalismo
Ø  Instinto o parceiro é escolhido pelas características físicas
Ø  Patologias- drogados , desvios da personalidade
Ø  Crítica social explícita
Ø  Descritivismo
Ø  Eça de Queirós   Lançou um olhar crítico sobre a sociedade de seu tempo, procurando analisar e registrar, através do romance realista, as contradições de um mundo em transformação. Seguindo a estética realista, faz uma pesada crítica à sociedade da época, não poupando a família, os políticos e nem mesmo a Igreja. Mas a sua 1ª fase caracteriza-se por uma total falta de esperança em relação ao ser humano, com três romances que terminavam com uma visão desencantada da vida e ilustra essa visão com os livros
Ø   O Crime do Padre Amaro, O Primo Basílio e Os Maias.
Ø  Jerônimo bebeu um bom trago de parati, mudou de roupa e deitou-se na cama de Rita.
Ø  — Vem pra cá... disse, um pouco rouco.
Ø  — Espera! espera! O café está quase pronto!
Ø  E ela só foi ter com ele, levando-lhe a chávena fumegante da perfumosa bebida que tinha sido a mensageira dos seus amores
Ø  (...)
Ø  Depois, atirou fora a saia e, só de camisa, lançou-se contra o seu amado, num frenesi de desejo doído.
Ø  Jerônimo, ao senti-la inteira nos seus braços; ao sentir na sua pele a carne quente daquela brasileira; ao sentir inundar-se o rosto e as espáduas, num eflúvio de baunilha e cumaru, a onda negra e fria da cabeleira da mulata; ao sentir esmagarem-se no seu largo e peludo colo de cavouqueiro os dois globos túmidos e macios, e nas suas coxas as coxas dela; sua alma derreteu-se, fervendo e borbulhando como um metal ao fogo, e saiu-lhe pela boca, pelos olhos, por todos os poros do corpo, encandescente, em brasa, queimando-lhe as próprias carnes e arrancando-lhe gemidos surdos, soluços irreprimíveis, que lhe sacudiam os membros, fibra por fibra, numa agonia extrema, sobrenatural, uma agonia de anjos violentados por diabos, entre a vermelhidão cruenta das labaredas do inferno.

Ø  O cortiço, obra naturalista,
Ø  a)   traduziu a sensualidade humana na ótica do objetivismo científico, o que se alinha à grande preocupação espiritual.
Ø  b)   fez análises muito subjetivas da realidade, pouco alinhadas ao cientificismo predominante na época.
Ø  c)   explorou as mazelas humanas de forma a incitar a busca por valores éticos e morais.
Ø  d)   não pôde ser considerado um romance engajado, pois deixou de lado a análise da realidade.
Ø  e)   tratou de temas de patologia social, pouco explorados nas escolas literárias que o precederam.
Ø  Leia o trecho da obra “O Cortiço”, de Aluísio Azevedo, em que o personagem Jerônimo* deixa–se seduzir por Rita Baiana.
Ø  *Jerônimo, imigrante português, homem honesto, inserido em ambiente degradado.
Ø  Jerônimo levantou–se, quase que maquinalmente, e seguido por Piedade, aproximou–se da grande roda que se formara em torno dos dois mulatos. [...]
Ø  E viu a Rita Baiana, que fora trocar o vestido por uma saia, surgir de ombros e braços nus, para dançar. [...]
Ø  Ela saltou em meio da roda, com os braços na cintura, rebolando as ilhargas e bamboleando a cabeça, ora para a esquerda, ora para a direita, como numa sofreguidão de gozo carnal, num requebrado luxurioso que a punha ofegante; já correndo de barriga empinada; já recuando de braços estendidos, a tremer toda, como se se fosse afundando num prazer grosso que nem azeite, em que se não toma pé e nunca se encontra fundo. [...]
Ø  E Jerônimo via e escutava, sentindo ir–se–lhe toda a alma pelos olhos enamorados.
Ø  Naquela mulata estava o grande mistério, a síntese das impressões que ele recebeu chegando aqui: ela era a luz ardente do meio–dia; ela era o calor vermelho das sestas da fazenda; era o aroma quente dos trevos e das baunilhas, que o atordoara nas matas brasileiras; era a palmeira virginal e esquiva que se não torce a nenhuma outra planta; era o veneno e era o açúcar gostoso; era o sapoti mais doce que o mel e era a castanha do caju, que abre feridas com o seu azeite de fogo; ela era a cobra verde e traiçoeira, a lagarta viscosa, a muriçoca doida, que esvoaçava havia muito tempo em torno do corpo dele, assanhando–lhe os desejos, acordando–lhe as fibras embebecidas pela saudade da terra, picando–lhe as artérias, para lhe cuspir dentro do sangue uma centelha daquele amor setentrional, uma nota daquela música feita de gemidos de prazer, uma larva daquela nuvem de cantáridas que zumbiam em torno da Rita Baiana e espalhavam–se pelo ar numa fosforescência afrodisíaca.
Ø  AZEVEDO, Aluísio de. O cortiço. 26. Ed. São Paulo: Ática, 1994. Pág. 72‐73. (Fragmento).
Ø   
Ø  Ilhargas: partes laterais e inferiores do baixo‐ventre.
Ø  Setentrional: próprio do norte.
Ø  Cantáridas: insetos de coloração verde‐dourada com reflexos avermelhados.

Ø  A aplicabilidade da teoria de Darwin nesta obra tem correspondência com a seguinte alternativa:
Ø  a)   demonstrar a tese de que o ser humano é fruto do meio em que vive – Jerônimo está condenado à degradação moral.
Ø  b)   descrever os movimentos de Rita Baiana, recorrendo, com frequência, a comparações com animais e plantas.
Ø  c)   associar a sexualidade aos elementos da natureza nacional, despertando desejos a que o português Jerônimo não conseguirá resistir.

Ø  d)   atribuir ao cortiço a condição de uma personagem, que vai se expandindo e multiplicando a cada dia.

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