30 de dez. de 2014
25 de nov. de 2014
Passeio no Museu do Café de Botucatu
A fazenda foi formada no processo de expansão da cafeicultura no Oeste Paulista no século XIX. Abrigou, a partir de 1934 até a década de 1970, a primeira Estação Experimental de Café do país, encarregada do desenvolvimento de pesquisas e experimentos técnico-científicos na área da cafeicultura e visando a diversificação da produção agrícola em áreas de antigos cafezais.
Instalado na antiga sede da fazenda, o museu recebe também diversas exposições artísticas em seu Espaço Cultural e apresenta artefatos arqueológicos obtidos na área da fazenda e na região de Botucatu, por meio do Projeto Arqueologia no campus.
24 de nov. de 2014
21 de nov. de 2014
NERUDA
PABLO NERUDA, AQUELE DA MÚSICA!
Pablo Neruda (Parral, 12 de Julho de 1904 — Santiago, 23 de Setembro de 1973) foi um poeta chileno, bem como um dos mais importantes poetas da língua castelhana do século XX e cônsul do Chile na Espanha (1934 — 1938) e no México. Ademais, foi um destacado ativista político, senador, membro do Comitê Central do Partido Comunista do Chile, pré-candidato a presidência de seu país e embaixador na França. Entre seus muitos reconhecimentos, destacam-se o Premio Nobel de Literatura em 1971 e um Doutorado Honoris Causa pela Universidade de Oxford. É considerado entre os melhores e mais influentes artistas de seu século, "O maior poeta do século XX em qualquer idioma", segundo Gabriel García Márquez.1
NOTAS DA AVALIAÇÃO BIMESTRAL- 21/11/2014
Amanda- 8
Capitu- 8
Anderson-6
Anne- 6
Bruno Lindo- 8,5
Fer- 8
Gabriel Faquini- 4,2 ( estudar para a recuperação 1/12, mesmo conteúdo)
Giovana- 5
Giulia- 6,3
Guilherme- 10 excelente
Julia Maravilinda- 9
Lelê amô- 8,8
Matheus- 8
Pedro- 4,5 (estudar para a recuperação 1/12, mesmo conteúdo)
Meneguelli- 4,2 (estudar para recuperação 1/12, mesmo conteúdo)
Quem faltou, Jaque, Luana e Vinícius falar com a Kátia)
Amanda- 8
Capitu- 8
Anderson-6
Anne- 6
Bruno Lindo- 8,5
Fer- 8
Gabriel Faquini- 4,2 ( estudar para a recuperação 1/12, mesmo conteúdo)
Giovana- 5
Giulia- 6,3
Guilherme- 10 excelente
Julia Maravilinda- 9
Lelê amô- 8,8
Matheus- 8
Pedro- 4,5 (estudar para a recuperação 1/12, mesmo conteúdo)
Meneguelli- 4,2 (estudar para recuperação 1/12, mesmo conteúdo)
Quem faltou, Jaque, Luana e Vinícius falar com a Kátia)
20 de nov. de 2014
Neologismos
- Exemplo de linguagem natural: conversação espontânea do dia a dia.
- Exemplo de linguagem artificial: bate-papo eletrônico (chat) via internet.
O neologismo pode surgir também com um fim pejorativo (palavrões, gírias, ironias, etc) ou para fins comunicativos simplesmente. O neologismo passa a ser parte do léxico da língua quando é dicionarizado e admitido na linguagem padrão. Isto acontece frequentemente, pois a língua se adapta ao uso que a comunidade linguística faz dela, e não o contrário. Da mesma forma, observa-se que há palavras que antigamente faziam parte do léxico da língua e que hoje são consideradas arcaísmos, pois deixaram de ser utilizadas.
A neologia do português existe porque a língua é viva, ou seja, é passível de mudanças constantes que podem vir a ser determinantes.
Existem várias formas de classificar os neologismos de acordo com diferentes estudiosos da área, eis aqui algumas delas:
NEOLOGISMO SEMÂNTICO: a palavra já existe, mas ganha uma nova conotação, um novo significado.
Ex:
Estou a fim de Fulano. (estou interessado).
Beltrano, não vai dar, deu zebra. (algo não deu certo).
Vou fazer um bico. (trabalho temporário).
Estou a fim de Fulano. (estou interessado).
Beltrano, não vai dar, deu zebra. (algo não deu certo).
Vou fazer um bico. (trabalho temporário).
NEOLOGISMO LEXICAL: é criada uma palavra nova, com um novo conceito.
Ex:
deletar (eliminar),
abobado (aquele que é “bobo”, sonso),
internetês (a língua da internet).
deletar (eliminar),
abobado (aquele que é “bobo”, sonso),
internetês (a língua da internet).
NEOLOGISMO SINTÁTICO: são resultados da organização de um novo vocábulo. Supõem a combinatória de elementos já existentes na língua como a derivação ou a composição.
Ex:
“A não-informação conduz o homem à caverna”.
“João Paulo II reinventa a Igreja papalizando com exito”.
“A operação-desmonte é uma invenção política mentirosa”
“A não-informação conduz o homem à caverna”.
“João Paulo II reinventa a Igreja papalizando com exito”.
“A operação-desmonte é uma invenção política mentirosa”
19 de nov. de 2014
QUEM LÊ SABE! CONTEÚDO PARA AVALIAÇÃO!
Realismo, Naturalismo(1860)
Ø Antirromantismo
Ø Segunda
metade do séc. XIX- período de grandes
Transformações sociais-segunda fase da revolução indústrial
em que a classe operária aumenta- luta por seus direitos
Ø A Burguesia busca
Ø Marxismo-
Karl Marx- o desenvolvimento da sociedade se dá só após a luta de classes
Ø Determinismo-vai
em busca das leis e causas que determinam a criação artística do homem- a raça,
meio e de momento(contexto históricoa
riquezas-Belle Èpoque
Ø Positivismo-
Augusto Comte o estudo da realidade só se dá mediante a ciência) Realismo,
Naturalismo(1860
Ø Antirromantismo-
o sonho dá lugar à realidade
Ø Realismo/Naturalismo
Europeu- Madame Bouvarie- mostra a realidade do casamento
Ø Antirromantismo-
o sonho dá lugar à realidade
Ø Realismo/Naturalismo
Europeu- Madame Bouvarie- mostra a realidade do casamento
Ø Antirromantismo-
o sonho dá lugar à realidade
Ø Realismo/Naturalismo
Europeu- Madame Bouvarie- mostra a realidade do casamento
Ø Caráter crítico;
Ø Ambientação Urbana
Ø contradições da sociedade urbana
Ø Pessimismo e fatalista
Ø Nilismo- negação
Ø Cuidado estilístico formal
Ø Crítica social implícita
Ø Naturalismo
Ø Instinto
o parceiro é escolhido pelas características físicas
Ø Patologias- drogados , desvios da
personalidade
Ø Crítica social explícita
Ø Descritivismo
Ø Eça
de Queirós Lançou um olhar crítico sobre a sociedade de seu
tempo, procurando analisar e registrar, através do romance realista, as
contradições de um mundo em transformação. Seguindo a estética realista,
faz uma pesada crítica à sociedade da época, não poupando a família, os
políticos e nem mesmo a Igreja. Mas a sua 1ª fase caracteriza-se por uma total
falta de esperança em relação ao ser humano, com três romances que terminavam
com uma visão desencantada da vida e ilustra essa visão com os livros
Ø O Crime do Padre Amaro, O Primo Basílio e
Os Maias.
Ø Jerônimo
bebeu um bom trago de parati, mudou de roupa e deitou-se na cama de Rita.
Ø —
Vem pra cá... disse, um pouco rouco.
Ø —
Espera! espera! O café está quase pronto!
Ø E
ela só foi ter com ele, levando-lhe a chávena fumegante da perfumosa bebida que
tinha sido a mensageira dos seus amores
Ø (...)
Ø Depois,
atirou fora a saia e, só de camisa, lançou-se contra o seu amado, num frenesi
de desejo doído.
Ø Jerônimo,
ao senti-la inteira nos seus braços; ao sentir na sua pele a carne quente
daquela brasileira; ao sentir inundar-se o rosto e as espáduas, num eflúvio de
baunilha e cumaru, a onda negra e fria da cabeleira da mulata; ao sentir
esmagarem-se no seu largo e peludo colo de cavouqueiro os dois globos túmidos e
macios, e nas suas coxas as coxas dela; sua alma derreteu-se, fervendo e
borbulhando como um metal ao fogo, e saiu-lhe pela boca, pelos olhos, por todos
os poros do corpo, encandescente, em brasa, queimando-lhe as próprias carnes e
arrancando-lhe gemidos surdos, soluços irreprimíveis, que lhe sacudiam os
membros, fibra por fibra, numa agonia extrema, sobrenatural, uma agonia de
anjos violentados por diabos, entre a vermelhidão cruenta das labaredas do
inferno.
Ø O cortiço, obra naturalista,
Ø a) traduziu
a sensualidade humana na ótica do objetivismo científico, o que se alinha à
grande preocupação espiritual.
Ø b) fez
análises muito subjetivas da realidade, pouco alinhadas ao cientificismo
predominante na época.
Ø c) explorou
as mazelas humanas de forma a incitar a busca por valores éticos e morais.
Ø d) não
pôde ser considerado um romance engajado, pois deixou de lado a análise da
realidade.
Ø e) tratou
de temas de patologia social, pouco explorados nas escolas literárias que o
precederam.
Ø Leia o trecho da obra “O Cortiço”, de
Aluísio Azevedo, em que o personagem Jerônimo* deixa–se seduzir por Rita Baiana.
Ø *Jerônimo,
imigrante português, homem honesto, inserido em ambiente degradado.
Ø Jerônimo
levantou–se, quase que maquinalmente, e seguido por Piedade, aproximou–se da
grande roda que se formara em torno dos dois mulatos. [...]
Ø E
viu a Rita Baiana, que fora trocar o vestido por uma saia, surgir de ombros e
braços nus, para dançar. [...]
Ø Ela
saltou em meio da roda, com os braços na cintura, rebolando as ilhargas e
bamboleando a cabeça, ora para a esquerda, ora para a direita, como numa
sofreguidão de gozo carnal, num requebrado luxurioso que a punha ofegante; já
correndo de barriga empinada; já recuando de braços estendidos, a tremer toda,
como se se fosse afundando num prazer grosso que nem azeite, em que se não toma
pé e nunca se encontra fundo. [...]
Ø E
Jerônimo via e escutava, sentindo ir–se–lhe toda a alma pelos olhos enamorados.
Ø Naquela
mulata estava o grande mistério, a síntese das impressões que ele recebeu
chegando aqui: ela era a luz ardente do meio–dia; ela era o calor vermelho das sestas
da fazenda; era o aroma quente dos trevos e das baunilhas, que o atordoara nas
matas brasileiras; era a palmeira virginal e esquiva que se não torce a nenhuma
outra planta; era o veneno e era o açúcar gostoso; era o sapoti mais doce que o
mel e era a castanha do caju, que abre feridas com o seu azeite de fogo; ela
era a cobra verde e traiçoeira, a lagarta viscosa, a muriçoca doida, que
esvoaçava havia muito tempo em torno do corpo dele, assanhando–lhe os desejos,
acordando–lhe as fibras embebecidas pela saudade da terra, picando–lhe as
artérias, para lhe cuspir dentro do sangue uma centelha daquele amor
setentrional, uma nota daquela música feita de gemidos de prazer, uma larva
daquela nuvem de cantáridas que zumbiam em torno da Rita Baiana e espalhavam–se
pelo ar numa fosforescência afrodisíaca.
Ø AZEVEDO,
Aluísio de. O cortiço. 26. Ed. São Paulo: Ática, 1994. Pág. 72‐73.
(Fragmento).
Ø
Ø Ilhargas: partes
laterais e inferiores do baixo‐ventre.
Ø Setentrional: próprio
do norte.
Ø Cantáridas: insetos
de coloração verde‐dourada com reflexos avermelhados.
Ø A aplicabilidade da teoria de Darwin nesta
obra tem correspondência com a seguinte alternativa:
Ø a) demonstrar
a tese de que o ser humano é fruto do meio em que vive – Jerônimo está
condenado à degradação moral.
Ø b) descrever
os movimentos de Rita Baiana, recorrendo, com frequência, a comparações com
animais e plantas.
Ø c) associar
a sexualidade aos elementos da natureza nacional, despertando desejos a que o
português Jerônimo não conseguirá resistir.
Ø d) atribuir
ao cortiço a condição de uma personagem, que vai se expandindo e multiplicando
a cada dia.
PRIMO BASÍLIO, EÇA DE QUEIROZ
RESUMO:
Luísa casara-se com o engenheiro Jorge, apesar de não amá-lo. Tendo que viajar para o Alentejo, Jorge deixa a esposa em Lisboa, sozinha, entregue a uma vida de tédio, pois Luísa não tem nenhuma ocupação. Um dia, recebe a visita de seu primo Basílio, antigo namorado, recém-chegado do Brasil. Tornam-se amantes em pouco tempo, encontrando-se frequentemente em um quarto alugado especialmente para esse fim amoroso.
Logo a criada Juliana descobre o relacionamento e intercepta a correspondência da patroa, escondendo as cartas comprometedoras de Luísa a Basílio. A criada passa a fazer chantagem com a patroa, e Luísa, desesperada, propõe a Basílio que fujam. Este não aceita a proposta da amante e parte sozinho para Paris.
À mercê da empregada, Luísa torna-se pouco a pouco uma verdadeira presa nas mãos de Juliana: é obrigada a fazer o serviço doméstico em lugar da criada e sua situação fica insustentável.
Jorge retorna do Alentejo e estranha bastante a situação da esposa. Luísa, desesperada, procura o amigo Sebastião e pede-lhe ajuda. Sebastião pressiona Juliana e recupera as cartas comprometedoras. A criada morre. Luísa fica doente em seguida. Um dia recebe uma carta de Basílio, que Jorge lê e toma conhecimento das relações entre a esposa e o primo. Quase convalescente, a moça tem uma recaída, delirando e entrando em estado irrecuperável. Termina por falecer.
· COMENTÁRIOS
Em O Primo Basílio, encontramos uma análise dos mecanismos do casamento e do comportamento da pequena burguesia lisboeta.
Eça deixa transparecer que escreve com o objetivo social, ao atacar a família lisboeta, que para ele é produto do namoro, reunião desagradável de egoísmos que se contradizem e, ao atacar a pequena burguesia, através de um grupo social alicerçado em falsas bases no meio da transformação moderna.
No decorrer da história o narrador nos mostra como se deu o casamento de Luísa e Jorge : ? Quanto a Jorge : Ele, nunca fora sentimental (...) Quando a sua mãe morreu, porém, começou a achar-se só (...) Decidiu casar. Conheceu Luísa, no verão (...) Apaixonou-se pelos seus cabelos louros, pela sua maneira de andar, pelos seus olhos castanhos muito grandes. No inverno seguinte foi despachado, e casou."
E assim esse casamento sem maiores raízes, naufraga no adultério com a aproximação de um vulgar sedutor, o primo Basílio; o primeiro namoro de Luísa.
· O MORALISMO DO REALISMO PORTUGUÊS
Eça de Queirós não é apenas um analista (como propunha o realismo) nem apenas um artista, mas também um moralista.
Possuía uma finalidade ética e social a atingir, afirmando que uma sociedade sobre estas falsas bases (analisadas no Primo Basílio), não está na verdade : atacá-las é um dever (...) Amaro é um empecilho, mas os Acácios, os Ernestos, os Saavedras, os Basílios são formidáveis empecilhos; são uma bem bonita causa de anarquia no meio da transformação moderna : merecem partilhar com o Padre Amaro de bengala do homem de bem.
Neste trecho acima, percebemos claramente, o objetivo social, altruístico, com intuitos essencialmente morais.
Entretanto, os psicanalistas observam que as exigências morais do Super-Ego são satisfeitas por esse tom social altruístico e tornam possível a volta do recalcado, sob essa forma modificada.
Diante dessa afirmação, será que Eça ao tratar do seu mais íntimo e profundo problema não tenha colocado o moralismo, justamente, para censurar a si mesmo ?
Em O Primo Basílio encontramos a necessidade de se trabalhar pela moralização da sociedade portuguesa, principalmente através da crítica que se faz à pequena burguesia e à família. Como Eça disse : ... uma sociedade sobre falsas bases ...
Muitas de suas personagens estão destituídas de força moral. O Cons. Acácio, por exemplo, que representando o formalismo oficial, mantém um relacionamento, secreto, com a sua criada Leopoldina que representa a parte má que existe na alma da mulher e, também, a Luísa que, entregue à fantasia sentimental, é totalmente destituída de consciência moral, predispondo-se ao adultério.
Luísa adoece, com uma inesperada febre nervosa. Jorge toma conhecimento das relações da esposa com o primo, através de uma carta. Quanto Jorge mostra a carta a Luísa, esta, num gesto romântico, estatela-se ao chão
Tanto é assim, que quando doente, nos momentos de lucidez, Luísa pedia a presença do marido ao seu lado: é o lado moralizador do realismo português.
E, a morte de Luísa, é também muito significativa. Diante da tese desenvolvida em O Primo Basílio, achou-se necessário, como conclusão, castigar a heroína. O Castigo foi a morte.
Eça, como crítico, muitas vezes impiedoso, da sociedade portuguesa, sentiu a necessidade de reformas sociais, por isso, a tudo moralizou.
Eça de Queirós não é apenas um analista (como propunha o Realismo) nem apenas um artista.
Um Moralista
· possuía uma finalidade ética e social a atingir : Uma sociedade sobre estas falsas bases (analisadas no Primo Basílio), não está na verdade : atacá-las é um dever.
· portanto, escreve com um objetivo social, altruístico, com intuitos essencialmente morais.
· o consciente de Eça trabalha pela moralização da sociedade portuguesa, por isso, é um crítico impiedoso da sociedade portuguesa e sente a necessidade de reforma sociais.
·
Luísa casara-se com o engenheiro Jorge, apesar de não amá-lo. Tendo que viajar para o Alentejo, Jorge deixa a esposa em Lisboa, sozinha, entregue a uma vida de tédio, pois Luísa não tem nenhuma ocupação. Um dia, recebe a visita de seu primo Basílio, antigo namorado, recém-chegado do Brasil. Tornam-se amantes em pouco tempo, encontrando-se frequentemente em um quarto alugado especialmente para esse fim amoroso.
Logo a criada Juliana descobre o relacionamento e intercepta a correspondência da patroa, escondendo as cartas comprometedoras de Luísa a Basílio. A criada passa a fazer chantagem com a patroa, e Luísa, desesperada, propõe a Basílio que fujam. Este não aceita a proposta da amante e parte sozinho para Paris.
À mercê da empregada, Luísa torna-se pouco a pouco uma verdadeira presa nas mãos de Juliana: é obrigada a fazer o serviço doméstico em lugar da criada e sua situação fica insustentável.
Jorge retorna do Alentejo e estranha bastante a situação da esposa. Luísa, desesperada, procura o amigo Sebastião e pede-lhe ajuda. Sebastião pressiona Juliana e recupera as cartas comprometedoras. A criada morre. Luísa fica doente em seguida. Um dia recebe uma carta de Basílio, que Jorge lê e toma conhecimento das relações entre a esposa e o primo. Quase convalescente, a moça tem uma recaída, delirando e entrando em estado irrecuperável. Termina por falecer.
· COMENTÁRIOS
Em O Primo Basílio, encontramos uma análise dos mecanismos do casamento e do comportamento da pequena burguesia lisboeta.
Eça deixa transparecer que escreve com o objetivo social, ao atacar a família lisboeta, que para ele é produto do namoro, reunião desagradável de egoísmos que se contradizem e, ao atacar a pequena burguesia, através de um grupo social alicerçado em falsas bases no meio da transformação moderna.
No decorrer da história o narrador nos mostra como se deu o casamento de Luísa e Jorge : ? Quanto a Jorge : Ele, nunca fora sentimental (...) Quando a sua mãe morreu, porém, começou a achar-se só (...) Decidiu casar. Conheceu Luísa, no verão (...) Apaixonou-se pelos seus cabelos louros, pela sua maneira de andar, pelos seus olhos castanhos muito grandes. No inverno seguinte foi despachado, e casou."
E assim esse casamento sem maiores raízes, naufraga no adultério com a aproximação de um vulgar sedutor, o primo Basílio; o primeiro namoro de Luísa.
· O MORALISMO DO REALISMO PORTUGUÊS
Eça de Queirós não é apenas um analista (como propunha o realismo) nem apenas um artista, mas também um moralista.
Possuía uma finalidade ética e social a atingir, afirmando que uma sociedade sobre estas falsas bases (analisadas no Primo Basílio), não está na verdade : atacá-las é um dever (...) Amaro é um empecilho, mas os Acácios, os Ernestos, os Saavedras, os Basílios são formidáveis empecilhos; são uma bem bonita causa de anarquia no meio da transformação moderna : merecem partilhar com o Padre Amaro de bengala do homem de bem.
Neste trecho acima, percebemos claramente, o objetivo social, altruístico, com intuitos essencialmente morais.
Entretanto, os psicanalistas observam que as exigências morais do Super-Ego são satisfeitas por esse tom social altruístico e tornam possível a volta do recalcado, sob essa forma modificada.
Diante dessa afirmação, será que Eça ao tratar do seu mais íntimo e profundo problema não tenha colocado o moralismo, justamente, para censurar a si mesmo ?
Em O Primo Basílio encontramos a necessidade de se trabalhar pela moralização da sociedade portuguesa, principalmente através da crítica que se faz à pequena burguesia e à família. Como Eça disse : ... uma sociedade sobre falsas bases ...
Muitas de suas personagens estão destituídas de força moral. O Cons. Acácio, por exemplo, que representando o formalismo oficial, mantém um relacionamento, secreto, com a sua criada Leopoldina que representa a parte má que existe na alma da mulher e, também, a Luísa que, entregue à fantasia sentimental, é totalmente destituída de consciência moral, predispondo-se ao adultério.
Luísa adoece, com uma inesperada febre nervosa. Jorge toma conhecimento das relações da esposa com o primo, através de uma carta. Quanto Jorge mostra a carta a Luísa, esta, num gesto romântico, estatela-se ao chão
Tanto é assim, que quando doente, nos momentos de lucidez, Luísa pedia a presença do marido ao seu lado: é o lado moralizador do realismo português.
E, a morte de Luísa, é também muito significativa. Diante da tese desenvolvida em O Primo Basílio, achou-se necessário, como conclusão, castigar a heroína. O Castigo foi a morte.
Eça, como crítico, muitas vezes impiedoso, da sociedade portuguesa, sentiu a necessidade de reformas sociais, por isso, a tudo moralizou.
Eça de Queirós não é apenas um analista (como propunha o Realismo) nem apenas um artista.
Um Moralista
· possuía uma finalidade ética e social a atingir : Uma sociedade sobre estas falsas bases (analisadas no Primo Basílio), não está na verdade : atacá-las é um dever.
· portanto, escreve com um objetivo social, altruístico, com intuitos essencialmente morais.
· o consciente de Eça trabalha pela moralização da sociedade portuguesa, por isso, é um crítico impiedoso da sociedade portuguesa e sente a necessidade de reforma sociais.
·
17 de nov. de 2014
NOTAS DA AVALIAÇÃO MENSAL( REVISTAS)
BRUNO LINDO- 5
MATHEUS- 6.1
PEDRO- 4.5
ANDERSON- 6
GIULIA- 5
FAQUINI- 3,5
VINI- 5,7
LELE- 8,5 PARABÉNS
GUI- 8 ( DEPOIS EXPLICO O PORQUÊ)PARABÉNS
JAQUE- 6,6
GI- 8.3 PARABÉNS
MENEGUELI- 5
ANNE- 5
FER - 5.5
JU- 7 MUITO BOM
AMANDA- 7 MUITO BOM
CAPITU- 5
13 de nov. de 2014
Atenção conteúdo para a prova
Conteúdo para a prova mensal do dia 14/11/2014PreposiçõesOrações coordenadas sindéticas (Conjunções) e assindéticasSimbolismoRomantismoOswald de Andrade e Carlos Drummond de Andrade( biografias)
Leiam as postagens elas podem ser úteis!
9 de nov. de 2014
Atenção: Romantismo e Simbolismo
Texto I
Meu canto de morte,
Guerreiros, ouvi:
Sou filho das selvas,
Nas selvas cresci;
Guerreiros, descendo
Da tribo tupi.
Guerreiros, ouvi:
Sou filho das selvas,
Nas selvas cresci;
Guerreiros, descendo
Da tribo tupi.
Da tribo pujante,
Que agora anda errante
Por fado inconstante,
Guerreiros, nasci;
Sou bravo, sou forte,
Sou filho do Norte;
Meu canto de morte,
Guerreiros, ouvi.
Já vi cruas brigas,
De tribos imigas,
E as duras fadigas
Da guerra provei;
(...)
Gonçalves Dias
Texto 2
VIOLÕES QUE CHORAM
Cruz e Souza
Ah! plangentes violões dormentes, mornos,
Cruz e Souza
Ah! plangentes violões dormentes, mornos,
soluços ao luar, choros ao vento...
Tristes perfis, os mais vagos contornos,
bocas murmurejantes de lamento.
Noites de além, remotas, que eu recordo,
noites de solidão, noites remotas
que nos azuis das Fantasias bordo,
vou constelando de visões ignotas.
(...)
Vozes veladas, veludosas vozes,
volúpias dos violões, vozes veladas,
vagam nos velhos vórtices velozes
dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas
.
1-Conforme os estudos de literatura que tivemos até aqui,
analise nos textos 1 e 2 suas características literárias , explicando a qual
escola literária cada texto pertence e justificando sua resposta.
2 de nov. de 2014
O Cortiço - Aluísio Azevedo (Naturalismo)
RESUMO
O romance segue claramente duas linhas mestras em seu enredo, cada uma delas girando em torno de um imigrante português. De um lado temos João Romão, o dono do cortiço, do outro Jerônimo, trabalhador braçal que se emprega como gerente da pedreira que pertence ao primeiro.
João Romão enriquece às custas de sua obsessão pelo trabalho de comerciante, mas também por intermédio de meios ilícitos, como os roubos que pratica em sua venda e a exploração da amante Bertoleza, a quem engana com uma falsa carta de alforria. Ele se torna proprietário de um conjunto de cômodos de aluguel e da pedreira que ficava ao fundo do terreno. Aumenta sua renda e passa a se dedicar a negócios mais vultosos, como aplicações financeiras. Aos poucos, refina-se e deixa para trás a amante.
Miranda, comerciante de tecidos e também português, muda-se para o sobrado que fica ao lado do cortiço. No início disputa espaço com o vizinho, mas, aos poucos, os dois percebem interesses comuns. Miranda tem acesso à alta sociedade, posição que começa a ser almejada por João Romão, este, por sua vez, tem fortuna, cobiçada pelo comerciante de tecidos que vive às custas do dinheiro da esposa. Logo, uma aliança se estabelece entre eles. Para consolidá-la, planeja-se o casamento entre João Romão e a filha de Miranda, Zulmira. João se livra de Bertoleza, devolvendo-a aos seus antigos donos.
Jerônimo assume a condição de gerente da pedreira de João Romão e passa a viver no cortiço com a esposa Piedade. Sua honestidade, força e nobreza de caráter logo chamam a atenção de todos. No entanto, seduzido pela envolvente Rita Baiana, assassina o namorado desta, Firmo. Jerônimo abandona a esposa e vai viver com Rita. Entra então em um acelerado processo de decadência física e moral, assim como sua esposa, que termina alcoólatra.
A decadência atinge também outros moradores do cortiço. É o caso de Pombinha, moça culta que aguardava a primeira menstruação para se casar. Seduzida pela prostituta Léonie, abandona o marido e vai viver com a amante, prostituindo-se também.
CONTEXTO
Sobre o autor
Aluísio Azevedo foi o melhor representante da tendência naturalista do Realismo brasileiro. Em seu esforço de conhecimento da realidade, explicitava a vida humana mesmo em seus aspectos mais sórdidos: a baixeza, a exploração, a desonestidade e o crime.
Aluísio Azevedo foi o melhor representante da tendência naturalista do Realismo brasileiro. Em seu esforço de conhecimento da realidade, explicitava a vida humana mesmo em seus aspectos mais sórdidos: a baixeza, a exploração, a desonestidade e o crime.
Importância do livro Na literatura brasileira, O Cortiço é o romance mais exemplar da estética realista-naturalista. Nele, pode-se perceber com clareza a visão que os naturalistas tinham das reações sociais no desejo de enriquecimento que toma João Romão, e ainda a imagem que os naturalistas faziam das relações pessoais no envolvimento amoroso entre Jerônimo e Rita Baiana.
Período histórico O romance foi escrito em um período de profundas transformações na paisagem urbana do Rio de Janeiro, captadas ali com o registro cru do naturalismo, que rejeitava qualquer forma de idealização do real.
ANÁLISE
O romance de Aluísio Azevedo segue de perto as determinações do chamado “romance experimental”, conceito elaborado pelo escritor francês Émile Zola. Segundo o conceito, a realidade é observada de uma perspectiva científica que se distancia da idealização romântica e mostra um retrato fiel da sociedade, mesmo de seus aspectos mais sórdidos – postura artística denominada então de “belo horrível”. A busca pelo registro fidedigno orienta o narrador no sentido da reprodução da linguagem das personagens com toda a riqueza da oralidade e das gírias do tempo. Nota-se ainda um aspecto fundamental da narrativa realista-naturalista: o interesse pela miséria, pela pobreza. Além de traços presentes na tendência naturalista do realismo, como a sexualização do enredo e a animalização das personagens.
Pode-se dizer que O Cortiço segue o figurino naturalista em duas linhas de exposição de comportamento humano. A trajetória de João Romão apresenta a visão naturalista das relações sociais, enquanto a de Jerônimo indica a perspectiva adotada pela escola no que diz respeito às relações pessoais. Nos dois casos, evidenciam-se patologias que definem os desvios morais das personagens.
A ambição de João Romão não é condenada, afinal, ele apenas se aproveita das oportunidades oferecidas pela sociedade capitalista então nascente. Ocorre que, nele, a vontade de prosperar transforma-se em doença, em “febre de possuir”. Sua falta de escrúpulos é tamanha, que passa a explorar a companheira Bertoleza até o ponto da saturação, quando a troca por uma companhia que promete frutos mais lucrativos.
No retrato das relações sociais, o sobrado cumpre um papel fundamental, principalmente no contraste com o cortiço: este reúne os tipos miseráveis, enquanto aquele representa a riqueza das elites. Ficam assim representadas as diferenças sociais. Mas é bom observar que tanto em um ambiente quanto no outro o padrão moral é o mesmo, caracterizado pela baixeza e pelo domínio dos instintos.
Jerônimo sintetiza a visão naturalista do envolvimento amoroso. Na verdade, não se trata de amor, já que os naturalistas não consideravam esse sentimento, tomando-o apenas como uma máscara para a verdadeira motivação da aproximação entre casais, o instinto natural de preservação da espécie. Assim, o que une Jerônimo a Rita Baiana é o desejo sexual: o português se rende aos encantos da mulata brasileira, circunstância que mostra a sedução que a terra exótica exerce sobre o colonizador espantado.
A queda moral de Jerônimo também possui explicação ligada ao ambiente: o sol dos trópicos abate a vontade de trabalhar e o homem se entrega aos prazeres. Sua pureza original é superada por seus instintos, e ele se torna preguiçoso e dado à luxúria. O fato de a mesma decadência atingir Piedade e Pombinha confirma a tese de que a tendência à frouxidão de costumes se dá em função do ambiente.
PERSONAGENS
- João Romão: português ambicioso, torna-se dono da venda, do cortiço e da pedreira. Explora a amante Bertoleza, mas acaba se casando com Zulmira por motivos financeiros.
- Bertoleza: escrava que se pensa alforriada, trabalha para João Romão e é sua amante.
- Miranda: português, morador do sobrado ao lado do cortiço. É casado com Estela, mas tem um casamento infeliz, mantido apenas por razões financeiras.
- Estela: esposa de Miranda, é infiel ao marido.
- Zulmira: filha de Estela e de Miranda, casa-se com João Romão, que busca ascensão social através do casamento.
- Jerônimo: português trabalhador e honesto, torna-se administrador da pedreira de João Romão. Acaba se envolvendo com Rita Baiana e deixando de lado os princípios.
- Rita Baiana: mulata sedutora, é amiga de todos no cortiço. Tinha um caso com Firmo, depois se envolveu com Jerônimo.
- Piedade: esposa dedicada de Jerônimo, acaba se entregando a bebida depois que o marido a abandona para ficar com Rita Baiana.
- Firmo: amante de Rita Baiana, é assassinado por Jerônimo.
- Pombinha: moça que discreta e educada que termina entregue à prostituição.
Fernando Marcílio
Mestre em Teoria Literária pela Unicamp
20 de out. de 2014
Inundação
Há um rio que atravessa a casa. Esse rio, dizem, é o tempo. E as lembranças são peixes nadando ao invés da corrente. Acredito, sim, por educação. Mas não creio. Minhas lembranças são aves. A haver inundação é de céu, repleção de nuvem. Vos guio por essa nuvem, minha lembrança.
A casa, aquela casa nossa, era morada mais da noite que do dia. Estranho, dirão. Noite e dia não são metades, folha e verso? Como podiam o claro e o escuro repartir-se em desigual? Explico. Bastava que a voz de minha mãe em canto se escutasse para que, no mais lúcido meio-dia, se fechasse a noite. Lá fora, a chuva sonhava, tamborileira. E nós éramos meninos para sempre.
Certa vez, porém, de nossa mãe escutámos o pranto. Era um choro delgadinho, um fio de água, um chilrear de morcego. Mão em mão, ficámos à porta do quarto dela. Nossos olhos boquiabertos. Ela só suspirou:
- Vosso pai jã não é meu.
Apontou o armário e pediu que o abríssemos. A nossos olhos, bem para além do espanto, se revelaram os vestidos envelhecidos que meu pai há muito lhe ofertara. Bastou, porém, a brisa da porta se abrindo para que os vestidos se desfizessem em pó e, como cinzas, se enevoassem pelo chão. Apenas os cabides balançavam, esqueletos sem corpo.
- E agora - disse a mãe -, olhem para estas cartas.
Eram apaixonados bilhetes, antigos, que minha màe conservava numa caixa. Mas agora os papéis estavam brancos, toda a tinta se desbotara.
- Ele foi. Tudo foi.
Desde então, a mãe se recusou a deitar no leito. Dormia no chão. A ver se o rio do tempo a levava, numa dessas invisíveis enxurradas. Assim dizia, queixosa. Em poucos dias, se aparentou às sombras, desleixando todo seu volume.
- Quero perder todas as forças. Assim não tenho mais esperas.
- Durma na cama, mãe.
- Não quero. Que a cama é engolidora de saudade.
E ela queria guardar aquela saudade. Como se aquela ausência fosse o único trofeu de sua vida.
Não tinham passado nem semanas desde que meu pai se volatilizara quando, numa certa noite, não me desceu o sono. Eu estava pressentimental, incapaz de me guardar no leito. Fui ao quarto dos meus pais. Minha mãe lá estava, envolta no lençol até à cabeça. Acordei-a. O seu rosto assomou à penumbra doce que pairava. Estava sorridente.
- Não faça barulho, meu filho. Não acorde seu pai.
- Meu pai?
- Seu pai esta aqui, muito comigo.
Levantou-se com cuidado de não desalinhar o lençol. Como se ocultasse algo debaixo do pano. Foi à cozinha e serviu-se de água. Sentei-me com ela, na mesa onde se acumulavam as panelas do jantar.
- Como eu o chamei, quer saber?
Tinha sido o seu cantar. Que eu não tinha notado, porque o fizera em surdina. Mas ela cantara, sem parar, desde que ele saíra. E agora, olhando o chão da cozinha, ela dizia:
- Talvez uma minha voz seja um pano; sim, um pano que limpa o tempo.
No dia seguinte, a mãe cumpria a vontade de domingo, comparecida na igreja, seu magro joelho cumprimentando a terra. Sabendo que ela iria demorar eu voltei ao seu quarto e ali me deixei por um instante. A porta do armário escancarada deixava entrever as entranhas da sombra. Me aproximei. A surpresa me abalou: de novo se enfunavam os vestidos, cheios de formas e cores. De imediato, me virei a espreitar a caixa onde se guardavam as lembranças de namoro de meus pais. A tinta regressara ao papel, as cartas de meu velho pai se haviam recomposto? Mas não abri. Tive medo. Porque eu, secretamente, sabia a resposta.
Saí no bico do pé, quando senti minha mãe entrando. E me esgueirei pelo quintal, deitando passo na estrada de areia. Ali me retive a contemplar a casa como que irrealizada em pintura. Entendi que por muita que fosse a estrada eu nunca ficaria longe daquele lugar. Nesse instante, escutei o canto doce de minha mãe. Foi quando eu vi a casa esmorecer, engolida por um rio que tudo inundava.
Mia Couto, O Fio das Missangas
9 de out. de 2014
Preposição
Preposição é a palavra que estabelece uma relação entre dois ou mais termos da oração. Essa relação é do tipo subordinativa, ou seja, entre os elementos ligados pela preposição não há sentido dissociado, separado, individualizado; ao contrário, o sentido da expressão é dependente da união de todos os elementos que a preposição vincula.
Exemplos:
- Os amigos de João estranharam o seu modo de vestir.amigos de João / modo de vestir: elementos ligados por preposiçãode: preposição
- Ela esperou com entusiasmo aquele breve passeio.esperou com entusiasmo: elementos ligados por preposiçãocom: preposição
Esse tipo de relação é considerada uma conexão, em que os conectivos cumprem a função de ligar elementos. A preposição é um desses conectivos e se presta a ligar palavras entre si num processo de subordinação denominado regência.
Diz-se regência devido ao fato de que, na relação estabelecida pelas preposições, o primeiro elemento – chamado antecedente – é o termo que rege, que impõe um regime; o segundo elemento, por sua vez – chamado consequente – é o termo regido, aquele que cumpre o regime estabelecido pelo antecedente.
Exemplos:
- A hora das refeições é sagrada.
hora das refeições: elementos ligados por preposição
de + as = das: preposição
hora: termo antecedente = rege a construção "das refeições"
refeições: termo consequente = é regido pela construção "hora da"
- Alguém passou por aqui.
passou por aqui: elementos ligados por preposição
por: preposição
passou: termo antecedente = rege a construção "por aqui"
aqui: termo consequente = é regido pela construção "passou por"
As preposições são palavras invariáveis, pois não sofrem flexão de gênero, número ou variação em grau como os nomes, nem de pessoa, número, tempo, modo, aspecto e voz como os verbos. No entanto, em diversas situações as preposições se combinam a outras palavras da língua (fenômeno da contração) e, assim, estabelecem uma relação de concordância em gênero e número com essas palavras às quais se ligam. Mesmo assim, não se trata de uma variação própria da preposição, mas sim da palavra com a qual ela se funde.
Por exemplo:
por + a = pela
em + um = num
As preposições podem introduzir:
a) Complementos Verbais
Por exemplo:
b) Complementos Nominais
Por exemplo:
c) Locuções Adjetivas
Por exemplo:
d) Locuções Adverbiais
Por exemplo:
e) Orações Reduzidas
Por exemplo:
7 de out. de 2014
Orações Coordenadas e Exercícios
O Período Composto se caracteriza por possuir mais de
uma oração em sua composição.
Sendo Assim:
- Eu irei à
praia. (Período Simples)
- Estou comprando um protetor solar, depois irei à praia. (Período Composto)
- Já me decidi: só irei à praia, se antes eu comprar um protetor solar. (Período Composto).
- Estou comprando um protetor solar, depois irei à praia. (Período Composto)
- Já me decidi: só irei à praia, se antes eu comprar um protetor solar. (Período Composto).
Cada verbo ou locução verbal sublinhada
acima corresponde a uma oração. Isso implica que o primeiro exemplo é um
período simples, pois tem apenas uma oração, os dois outros exemplos são
períodos compostos, pois têm mais de uma oração.
Há dois tipos de relações que podem se
estabelecer entre as orações de um período composto: uma relação de coordenação
ou uma relação de subordinação.
Duas orações são coordenadas quando
estão juntas em um mesmo período, (ou seja, em um mesmo bloco de informações,
marcado pela pontuação final),
mas têm, ambas, estruturas individuais, como é o exemplo de:
- Estou
comprando um protetor solar, depois irei à
praia. (Período Composto)
Podemos dizer:
1. Estou comprando um protetor solar.
2. Irei à praia.
2. Irei à praia.
Separando as duas, vemos que elas são
independentes.
É desse tipo de período que iremos
falar agora: o Período
Composto por Coordenação.
Quanto à classificação das orações
coordenadas, temos dois tipos: Coordenadas
Assindéticas e Coordenadas Sindéticas.
Coordenadas
Assindéticas
São orações coordenadas entre si e que não são ligadas através de nenhum conectivo. Estão apenas justapostas.
São orações coordenadas entre si e que não são ligadas através de nenhum conectivo. Estão apenas justapostas.
Coordenadas
Sindéticas
Ao contrário da anterior, são orações coordenadas entre si, mas que são ligadas através de uma conjunção coordenativa. Esse caráter vai trazer para esse tipo de oração uma classificação:
Ao contrário da anterior, são orações coordenadas entre si, mas que são ligadas através de uma conjunção coordenativa. Esse caráter vai trazer para esse tipo de oração uma classificação:
As orações coordenadas sindéticas são
classificadas em cinco tipos: aditivas,
adversativas, alternativas, conclusivas e explicativas.
Vejamos exemplos de cada uma delas:
Orações
Coordenadas Sindéticas Aditivas: e, nem, não só... mas também,
não só... como, assim... como.
- Não só cantei como também dancei.
- Nem comprei o protetor solar, nem fui à praia.
- Comprei o protetor solar e fui à praia.
- Nem comprei o protetor solar, nem fui à praia.
- Comprei o protetor solar e fui à praia.
Orações
Coordenadas Sindéticas Adversativas: mas, contudo, todavia,
entretanto, porém, no entanto, ainda, assim, senão.
- Fiquei muito cansada, contudo me
diverti bastante.
- Ainda que a noite acabasse, nós continuaríamos dançando.
- Não comprei o protetor solar, mas mesmo assim fui à praia.
- Ainda que a noite acabasse, nós continuaríamos dançando.
- Não comprei o protetor solar, mas mesmo assim fui à praia.
Orações
Coordenadas Sindéticas Alternativas: ou... ou; ora...ora;
quer...quer; seja...seja.
- Ou uso o protetor solar, ou uso o
óleo bronzeador.
- Ora sei que carreira seguir, ora penso em várias carreiras diferentes.
- Quer eu durma quer eu fique acordado, ficarei no quarto.
- Ora sei que carreira seguir, ora penso em várias carreiras diferentes.
- Quer eu durma quer eu fique acordado, ficarei no quarto.
Orações
Coordenadas Sindéticas Conclusivas: logo, portanto, por fim, por
conseguinte, consequentemente.
- Passei no vestibular, portanto
irei comemorar.
- Conclui o meu projeto, logo posso descansar.
- Tomou muito sol, consequentemente ficou adoentada.
- Conclui o meu projeto, logo posso descansar.
- Tomou muito sol, consequentemente ficou adoentada.
Orações
Coordenadas Sindéticas Explicativas: isto é, ou seja, a saber, na
verdade, pois.
- Só passei na prova porque
me esforcei por muito tempo.
- Só fiquei triste por você não ter viajado comigo.
- Não fui à praia pois queria descansar durante o Domingo.
- Só fiquei triste por você não ter viajado comigo.
- Não fui à praia pois queria descansar durante o Domingo.
Queridos alunos vou postar alguns
exercícios sobre o conteúdo estudado, resolvam, depois postarei o gabarito!
EXERCÍCIOS:
1. Classifique as orações coordenadas conforme o código abaixo:
( 1 ) oração coordenada assindética
( 2 ) oração coordenada sindética aditiva
( 3 ) oração coordenada sindética adversativa
( 4 ) oração coordenada sindética alternativa
( 5 ) oração coordenada sindética explicativa
( 6 ) oração coordenada sindética conclusiva
a) Gosto muito de dançar, pois faço “jazz”desde pequenina. ( )
b) Recebeu a bola, driblou o adversário e chutou para o gol. ( )
c) Acendeu o “abat-jour”, guardou os chinelos e deitou-se. ( )
d) Não se desespere, que estaremos a seu lado sempre. ( )
e) Ele estudou bastante; deve, pois, passar no próximo vestibular. ( )
f) Está faltando água nas represas, por conseguinte haverá racionamento de energia. ( )
g) Não me abandone, ou eu sou capaz de morrer. ( )
h) Não é gulodice, nem egoísmo de criança. ( )
i) Ela não só chorava, como também rasgava as cartas com desespero. ( )
j) Choveu muito na região sudeste; no entanto, o rodízio de água começará amanhã. ( )
l)Viajei até ao Norte, porém não consegui observar todas as paisagens.( )
m) Já vos foram fornecidos os exercícios, portanto trabalhem bem.( )
n). Traz-me as tuas revistas ou terei que comprar outras.( )
o) Seja pelo melhor, seja pelo pior, vou emigrar para Londres.( )
p). O meu amigo não aceita ajuda de ninguém, por conseguinte vou ajudá-lo sem que perceba.( )
q) Tudo é belo nestas paisagens mas falta-me a minha família.( )
r) Eles não terminaram o que tinham que fazer nem se esforçaram por isso.( )
s) Ora me dizes para estudar, ora me obrigas a trabalhar na loja. ( )
2. (Univ. Fed. Santa Maria – RS) – Assinale a seqüência de conjunções que estabelecem, entre as orações de cada item, uma correta relação de sentido.
1. Correu demais, ... caiu.
2. Dormiu mal, ... os sonhos não o deixaram em paz.
3. A matéria perece, ... a alma é imortal.
4. Leu o livro, ... é capaz de descrever as personagens com detalhes.
5. Guarde seus pertences, ... podem servir mais tarde.
a) porque, todavia, portanto, logo, entretanto
b) por isso, porque, mas, portanto, que
c) logo, porém, pois, porque, mas
d) porém, pois, logo, todavia, porque
e) entretanto, que, porque, pois, portanto
3. Todos os períodos dados a seguir são compostos por coordenação. Separe as orações de cada um deles e classifique-as.
a) Todos prometeram ajudar; muitos, porém, não cumpriram a promessa.
__________________________________________________________________________________
b) “O homem ao meu lado acende outro cigarro, dá uma tragada e joga-o pela janela”. (Stanislaw Ponte Preta)
___________________________________________________________________________________
c) Ele trabalhava durante o dia e estudava à noite.
___________________________________________________________________________________
d) A criança ora cantava, ora se punha a correr pela sala.
___________________________________________________________________________________
4. Assinale a alternativa em que a oração em destaque foi incorretamente analisada:
a) ( ) Compre o bilhete PORQUE O SORTEIO SERÁ AMANHÃ. (Oração Coordenada Sindética Conclusiva)
b) ( ) Viu o acidente E SOCORREU AS VÍTIMAS. (Oração Coordenada Sindética Aditiva)
c) ( ) O professor fala muito, QUESTIONA BASTANTE. (Oração Coordenada Assindética)
d) ( ) Volte cedo, POIS IREMOS À FESTA. (Oração Coordenada Sindética Explicativa)
e) ( ) Não correu NEM BRINCOU. (Oração Coordenada Sindética Aditiva)
5. (F. TIBIRIÇA-SP) No período "Penso, logo existo", oração em destaque é:
a) coordenada sindética conclusiva
b) coordenada sindética aditiva
c) coordenada sindética alternativa
d) coordenada sindética adversativa
Ele pensava numa nova edição do seu romance pela mesma editora; NÃO, PODERIA, POIS, TER RESCINDIDO O CONTRATO COM ELA.”
6. A oração destacada classifica-se como
a) subordinada adverbial final.
b) subordinada adverbial consecutiva.
c) subordinada adverbial condicional.
d) coordenada assindética explicativa.
e) coordenada sindética conclusiva.
7. No período: “Paredes ficaram tortas, animais enlouqueceram e as plantas caíram”, temos:
a) Duas orações coordenadas assindéticas e uma oração subordinada substantiva.
b) Três subordinadas substantivas.
c) Três orações coordenadas.
d) Quatro orações coordenadas.
e) Uma oração principal e duas orações subordinadas.
8. Una as orações de cada um dos pares a seguir com a conjunção coordenativa adequada:
a.) O lavrador abriu sulcos. Depositou as sementes. ________________________________________________
b.) Precisamos preservar a natureza. Não sobreviveremos.__________________________________________
9) Considere as frases abaixo:
1. Ao chegar a partilha, estava encalacrado, e na hora das contas davam-lhe uma ninharia.
2. Pouco a pouco o ferro do proprietário queimava os bichos de Fabiano.
3. Não se descobriu o erro, e Fabiano perdeu os estribos.
4. Passar a vida inteira assim no toco, entregando o que era dele de mão beijada!
5. O amo abrandou, e Fabiano saiu de costas, o chapéu varrendo o tijolo.
Pode-se afirmar que temos orações coordenadas sindéticas aditivas em:
a) ( ) 1, 2 e 3;
b) ( ) 1, 3 e 4;
c) ( ) 1, 3 e 5;
d) ( ) 2, 4 e 5;
10) A conjunção E normalmente é usada como conjunção coordenada aditiva. No entanto, em uma das alternativas abaixo, isso não ocorre:
a) Entrou, comprou ingressos e saiu logo.
b) Maria é amiga de César e Vera, de Mário.
c) Não se preparou para o concurso e conseguiu passar.
d) Saia daí e não volte mais!
e) Nem um nem outro conseguiu pagar a conta e ficaram devendo o almoço.
11) A conjunção E tem valor adversativo na frase:
a) Cheguei, vi e venci.
b) Arrumou as malas e despediu-se.
c) Deitei-me exausto e não consegui dormir.
d) Siga o meu conselho e não se arrependerá.
e) Choveu durante toda a noite e não pudemos sair.
12) "Estava direito aquilo? Trabalhar como negro e nunca arranjar carta de alforria!"
Neste trecho temos:
a) uma oração coordenada sindética adversativa
b) uma oração coordenada sindética aditiva
c) uma oração coordenada assindética e uma coordenada aditiva
d) uma oração coordenada e uma subordinada
13)" Não quis ouvir o teu agouro.
Colhi todas as rosas que nasceram
Nos caminhos por onde me levaste
E as rosas não morreram."
(Álvaro Moreyra)
Considerando-se o último verso, ele se classifica como uma oração:
a) aditiva
b) explicativa
c) conclusiva
d) alternativa
e) adversativa
14) Meu dia outrora principiava alegre;
No entanto à noite eu chorava. Hoje mais velho,
Nascem-me em dúvida os dias, mas
Findam sagrados, serenamente."
(Manuel Bandeira)
No texto acima encontramos, pela ordem:
a) uma oração coordenada sindética alternativa e uma oração sindética adversativa
b) uma oração coordenada sindética adversativa e uma oração sindética alternativa
c) duas orações coordenadas sindéticas adversativas
d) uma oração coordenada sindética explicativa e uma oração sindética conclusiva
e) duas orações coordenadas sindéticas explicativas
15) "Já estava saturado daquilo;. era preciso, porém, suportar aquele voltear de mulheres."
No texto é possível detectar:
a) uma oração coordenada sindética alternativa
b) uma oração coordenada sindética adversativa
c) uma oração coordenada sindética conclusiva
d) uma oração coordenada sindética explicativa
16) No período - "Choveu durante a noite, porque as ruas estão molhadas" -a oração destacada é:
a) coordenada sindética alternativa
b) coordenada sindética conclusiva
c) coordenada sindética aditiva
d) coordenada sindética explicativa
e) coordenada sindética adversativa
17) Chamando de:
1. o período composto por coordenação sindética,
2. o período composto por coordenação assindética,
assinale a alternativa correta:
a) Colhemos frutos, jogamos bola. (1)
b) Bem depressa chegou o trem; despedimo-nos sem demora.(1)
c) Os dois anos de serviço acabaram em 1855, e o escravo ficou livre, mas continuou o ofício.(1)
d) Dormi tarde, mas acordei cedo.(2)
e) Fui bem em Português, mas não acertei nada de Química.(2)
18) Assinale a alternativa que contém uma oração coordenada sindética adversativa.
a) A frustração cresce e a desesperança não cede.
b) O que dizer sem resvalar para o pessimismo, a crítica ou a auto-absolvição?
c) É também ocioso pensar que nós da elite, temos riqueza suficiente para distribuir.
d) Sejamos francos.
e) Em termos mundiais, como potência econômica, somos irrelevantes, mas extremamente representativos como população.
19) Assinale a alternativa em que aparece uma conjunção coordenada sindética explicativa:
a) A casaca dele estava remendada, mas estava limpa.
b) Eles se amavam, contudo não se falavam.
c) Todos trabalhando: ou varrendo ou lavando as vidraças.
d) Chora, que lágrimas lavam a alma.
e) O time ora atacava, ora defendia e, no placar, o resultado não se movia.
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