25 de nov. de 2014




Passeio no Museu do Café de Botucatu
Quer conhecer a história do café no Brasil? A dica é visitar o Museu do Café, localizado em Botucatu. Seus equipamentos, peças, livros, mobiliário e imagens remetem ao desenvolvimento da cafeicultura no Estado de São Paulo e à historia da centenária Fazenda Lageado, hoje sede da Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) da Unesp.

A fazenda foi formada no processo de expansão da cafeicultura no Oeste Paulista no século XIX. Abrigou, a partir de 1934 até a década de 1970, a primeira Estação Experimental de Café do país, encarregada do desenvolvimento de pesquisas e experimentos técnico-científicos na área da cafeicultura e visando a diversificação da produção agrícola em áreas de antigos cafezais.

Instalado na antiga sede da fazenda, o museu recebe também diversas exposições artísticas em seu Espaço Cultural e apresenta artefatos arqueológicos obtidos na área da fazenda e na região de Botucatu, por meio do Projeto Arqueologia no campus.

21 de nov. de 2014

NERUDA




PABLO NERUDA, AQUELE DA MÚSICA!


Pablo Neruda (Parral12 de Julho de 1904 — Santiago23 de Setembro de 1973) foi um poeta chileno, bem como um dos mais importantes poetas da língua castelhana do século XX e cônsul do Chile na Espanha (1934 — 1938) e no México. Ademais, foi um destacado ativista político, senador, membro do Comitê Central do Partido Comunista do Chile, pré-candidato a presidência de seu país e embaixador na França. Entre seus muitos reconhecimentos, destacam-se o Premio Nobel de Literatura em 1971 e um Doutorado Honoris Causa pela Universidade de Oxford. É considerado entre os melhores e mais influentes artistas de seu século, "O maior poeta do século XX em qualquer idioma", segundo Gabriel García Márquez.1
NOTAS DA AVALIAÇÃO BIMESTRAL- 21/11/2014

Amanda- 8

Capitu- 8

Anderson-6

Anne- 6

Bruno Lindo- 8,5

Fer- 8

Gabriel Faquini- 4,2 ( estudar para a recuperação 1/12, mesmo conteúdo)

Giovana- 5

Giulia- 6,3

Guilherme- 10 excelente

Julia Maravilinda- 9

Lelê amô- 8,8

Matheus- 8

Pedro- 4,5 (estudar para a recuperação 1/12, mesmo conteúdo)

Meneguelli- 4,2 (estudar para recuperação 1/12,  mesmo conteúdo)

Quem faltou, Jaque, Luana e Vinícius falar com a Kátia)

20 de nov. de 2014

Neologismos

Neologismo  é um fenômeno linguístico que consiste na criação  de uma palavra ou expressão nova, ou na atribuição de um novo sentido a uma palavra já existente. É uma nova palavra criada na língua, e geralmente surge quando o indivíduo quer se expressar, mas não encontra a palavra ideal. Como o falante nativo tem total domínio dos processos de formação de palavras, pois tem a língua internalizada, para ele é fácil criar uma nova palavra sem nem mesmo se dar conta de que está utilizando um dos processos existentes na língua como a prefixação, a sufixação, a aglutinação ou a justaposição.
Os “neologismos” como costumam ser chamadas estas palavras ou expressões, podem surgir de um comportamento espontâneo, das relações entre as pessoas na linguagem natural ou artificial.
  • Exemplo de linguagem natural: conversação espontânea do dia a dia.
  • Exemplo de linguagem artificial: bate-papo eletrônico (chat) via internet.
O neologismo pode surgir também com um fim pejorativo (palavrões, gírias, ironias, etc) ou para fins comunicativos simplesmente. O neologismo passa a ser parte do léxico da língua quando é dicionarizado e admitido na linguagem padrão. Isto acontece frequentemente, pois a língua se adapta ao uso que a comunidade linguística faz dela, e não o contrário. Da mesma forma, observa-se que há palavras que antigamente faziam parte do léxico da língua e que hoje são consideradas arcaísmos, pois deixaram de ser utilizadas.
A neologia do português existe porque a língua é viva, ou seja, é passível de mudanças constantes que podem vir a ser determinantes.
Existem  várias formas de classificar os neologismos de acordo com diferentes estudiosos da área, eis aqui algumas delas:
NEOLOGISMO SEMÂNTICO: a palavra já existe, mas ganha uma nova conotação, um novo significado.
Ex:
Estou a fim de Fulano. (estou interessado). 
Beltrano, não vai dar, deu zebra. (algo não deu certo). 
Vou fazer um bico. (trabalho temporário).
NEOLOGISMO LEXICAL: é criada uma palavra nova, com um novo conceito.
Ex:
deletar (eliminar), 
abobado (aquele que é “bobo”, sonso), 
internetês (a língua da internet).
NEOLOGISMO SINTÁTICO: são resultados da organização de um novo vocábulo. Supõem a combinatória de elementos já existentes na língua como a derivação ou a composição.
Ex:
“A não-informação conduz o homem à caverna”.
“João Paulo II reinventa a Igreja papalizando com exito”.
“A operação-desmonte é uma invenção política mentirosa”

19 de nov. de 2014

QUEM LÊ SABE! CONTEÚDO PARA AVALIAÇÃO!

Realismo, Naturalismo(1860)
Ø  Antirromantismo
Ø  Segunda metade do séc. XIX- período de grandes
Transformações sociais-segunda fase da revolução indústrial em que a classe operária aumenta- luta por seus direitos
Ø  A Burguesia busca
Ø  Marxismo- Karl Marx- o desenvolvimento da sociedade se dá só após a luta de classes
Ø  Determinismo-vai em busca das leis e causas que determinam a criação artística do homem- a raça, meio e de momento(contexto históricoa  riquezas-Belle Èpoque
Ø  Positivismo- Augusto Comte o estudo da realidade só se dá mediante a ciência) Realismo, Naturalismo(1860
Ø  Antirromantismo- o sonho dá lugar à realidade
Ø  Realismo/Naturalismo Europeu- Madame Bouvarie- mostra a realidade do casamento
Ø  Antirromantismo- o sonho dá lugar à realidade
Ø  Realismo/Naturalismo Europeu- Madame Bouvarie- mostra a realidade do casamento
Ø  Antirromantismo- o sonho dá lugar à realidade
Ø  Realismo/Naturalismo Europeu- Madame Bouvarie- mostra a realidade do casamento
Ø  Caráter crítico;
Ø  Ambientação Urbana
Ø  contradições da sociedade urbana
Ø  Pessimismo e fatalista
Ø  Nilismo- negação
Ø  Cuidado estilístico formal
Ø  Crítica social implícita
Ø  Naturalismo
Ø  Instinto o parceiro é escolhido pelas características físicas
Ø  Patologias- drogados , desvios da personalidade
Ø  Crítica social explícita
Ø  Descritivismo
Ø  Eça de Queirós   Lançou um olhar crítico sobre a sociedade de seu tempo, procurando analisar e registrar, através do romance realista, as contradições de um mundo em transformação. Seguindo a estética realista, faz uma pesada crítica à sociedade da época, não poupando a família, os políticos e nem mesmo a Igreja. Mas a sua 1ª fase caracteriza-se por uma total falta de esperança em relação ao ser humano, com três romances que terminavam com uma visão desencantada da vida e ilustra essa visão com os livros
Ø   O Crime do Padre Amaro, O Primo Basílio e Os Maias.
Ø  Jerônimo bebeu um bom trago de parati, mudou de roupa e deitou-se na cama de Rita.
Ø  — Vem pra cá... disse, um pouco rouco.
Ø  — Espera! espera! O café está quase pronto!
Ø  E ela só foi ter com ele, levando-lhe a chávena fumegante da perfumosa bebida que tinha sido a mensageira dos seus amores
Ø  (...)
Ø  Depois, atirou fora a saia e, só de camisa, lançou-se contra o seu amado, num frenesi de desejo doído.
Ø  Jerônimo, ao senti-la inteira nos seus braços; ao sentir na sua pele a carne quente daquela brasileira; ao sentir inundar-se o rosto e as espáduas, num eflúvio de baunilha e cumaru, a onda negra e fria da cabeleira da mulata; ao sentir esmagarem-se no seu largo e peludo colo de cavouqueiro os dois globos túmidos e macios, e nas suas coxas as coxas dela; sua alma derreteu-se, fervendo e borbulhando como um metal ao fogo, e saiu-lhe pela boca, pelos olhos, por todos os poros do corpo, encandescente, em brasa, queimando-lhe as próprias carnes e arrancando-lhe gemidos surdos, soluços irreprimíveis, que lhe sacudiam os membros, fibra por fibra, numa agonia extrema, sobrenatural, uma agonia de anjos violentados por diabos, entre a vermelhidão cruenta das labaredas do inferno.

Ø  O cortiço, obra naturalista,
Ø  a)   traduziu a sensualidade humana na ótica do objetivismo científico, o que se alinha à grande preocupação espiritual.
Ø  b)   fez análises muito subjetivas da realidade, pouco alinhadas ao cientificismo predominante na época.
Ø  c)   explorou as mazelas humanas de forma a incitar a busca por valores éticos e morais.
Ø  d)   não pôde ser considerado um romance engajado, pois deixou de lado a análise da realidade.
Ø  e)   tratou de temas de patologia social, pouco explorados nas escolas literárias que o precederam.
Ø  Leia o trecho da obra “O Cortiço”, de Aluísio Azevedo, em que o personagem Jerônimo* deixa–se seduzir por Rita Baiana.
Ø  *Jerônimo, imigrante português, homem honesto, inserido em ambiente degradado.
Ø  Jerônimo levantou–se, quase que maquinalmente, e seguido por Piedade, aproximou–se da grande roda que se formara em torno dos dois mulatos. [...]
Ø  E viu a Rita Baiana, que fora trocar o vestido por uma saia, surgir de ombros e braços nus, para dançar. [...]
Ø  Ela saltou em meio da roda, com os braços na cintura, rebolando as ilhargas e bamboleando a cabeça, ora para a esquerda, ora para a direita, como numa sofreguidão de gozo carnal, num requebrado luxurioso que a punha ofegante; já correndo de barriga empinada; já recuando de braços estendidos, a tremer toda, como se se fosse afundando num prazer grosso que nem azeite, em que se não toma pé e nunca se encontra fundo. [...]
Ø  E Jerônimo via e escutava, sentindo ir–se–lhe toda a alma pelos olhos enamorados.
Ø  Naquela mulata estava o grande mistério, a síntese das impressões que ele recebeu chegando aqui: ela era a luz ardente do meio–dia; ela era o calor vermelho das sestas da fazenda; era o aroma quente dos trevos e das baunilhas, que o atordoara nas matas brasileiras; era a palmeira virginal e esquiva que se não torce a nenhuma outra planta; era o veneno e era o açúcar gostoso; era o sapoti mais doce que o mel e era a castanha do caju, que abre feridas com o seu azeite de fogo; ela era a cobra verde e traiçoeira, a lagarta viscosa, a muriçoca doida, que esvoaçava havia muito tempo em torno do corpo dele, assanhando–lhe os desejos, acordando–lhe as fibras embebecidas pela saudade da terra, picando–lhe as artérias, para lhe cuspir dentro do sangue uma centelha daquele amor setentrional, uma nota daquela música feita de gemidos de prazer, uma larva daquela nuvem de cantáridas que zumbiam em torno da Rita Baiana e espalhavam–se pelo ar numa fosforescência afrodisíaca.
Ø  AZEVEDO, Aluísio de. O cortiço. 26. Ed. São Paulo: Ática, 1994. Pág. 72‐73. (Fragmento).
Ø   
Ø  Ilhargas: partes laterais e inferiores do baixo‐ventre.
Ø  Setentrional: próprio do norte.
Ø  Cantáridas: insetos de coloração verde‐dourada com reflexos avermelhados.

Ø  A aplicabilidade da teoria de Darwin nesta obra tem correspondência com a seguinte alternativa:
Ø  a)   demonstrar a tese de que o ser humano é fruto do meio em que vive – Jerônimo está condenado à degradação moral.
Ø  b)   descrever os movimentos de Rita Baiana, recorrendo, com frequência, a comparações com animais e plantas.
Ø  c)   associar a sexualidade aos elementos da natureza nacional, despertando desejos a que o português Jerônimo não conseguirá resistir.

Ø  d)   atribuir ao cortiço a condição de uma personagem, que vai se expandindo e multiplicando a cada dia.

PRIMO BASÍLIO, EÇA DE QUEIROZ

RESUMO: 
Luísa casara-se com o engenheiro Jorge, apesar de não amá-lo. Tendo que viajar para o Alentejo, Jorge deixa a esposa em Lisboa, sozinha, entregue a uma vida de tédio, pois Luísa não tem nenhuma ocupação. Um dia, recebe a visita de seu primo Basílio, antigo namorado, recém-chegado do Brasil. Tornam-se amantes em pouco tempo, encontrando-se frequentemente em um quarto alugado especialmente para esse fim amoroso. 
Logo a criada Juliana descobre o relacionamento e intercepta a correspondência da patroa, escondendo as cartas comprometedoras de Luísa a Basílio. A criada passa a fazer chantagem com a patroa, e Luísa, desesperada, propõe a Basílio que fujam. Este não aceita a proposta da amante e parte sozinho para Paris. 
À mercê da empregada, Luísa torna-se pouco a pouco uma verdadeira presa nas mãos de Juliana: é obrigada a fazer o serviço doméstico em lugar da criada e sua situação fica insustentável. 
Jorge retorna do Alentejo e estranha bastante a situação da esposa. Luísa, desesperada, procura o amigo Sebastião e pede-lhe ajuda. Sebastião pressiona Juliana e recupera as cartas comprometedoras. A criada morre. Luísa fica doente em seguida. Um dia recebe uma carta de Basílio, que Jorge lê e toma conhecimento das relações entre a esposa e o primo. Quase convalescente, a moça tem uma recaída, delirando e entrando em estado irrecuperável. Termina por falecer. 

· COMENTÁRIOS 
Em O Primo Basílio, encontramos uma análise dos mecanismos do casamento e do comportamento da pequena burguesia lisboeta. 
Eça deixa transparecer que escreve com o objetivo social, ao atacar a família lisboeta, que para ele é produto do namoro, reunião desagradável de egoísmos que se contradizem e, ao atacar a pequena burguesia, através de um grupo social alicerçado em falsas bases no meio da transformação moderna. 
No decorrer da história o narrador nos mostra como se deu o casamento de Luísa e Jorge : ? Quanto a Jorge : Ele, nunca fora sentimental (...) Quando a sua mãe morreu, porém, começou a achar-se só (...) Decidiu casar. Conheceu Luísa, no verão (...) Apaixonou-se pelos seus cabelos louros, pela sua maneira de andar, pelos seus olhos castanhos muito grandes. No inverno seguinte foi despachado, e casou." 
E assim esse casamento sem maiores raízes, naufraga no adultério com a aproximação de um vulgar sedutor, o primo Basílio; o primeiro namoro de Luísa. 
· O MORALISMO DO REALISMO PORTUGUÊS 
Eça de Queirós não é apenas um analista (como propunha o realismo) nem apenas um artista, mas também um moralista. 
Possuía uma finalidade ética e social a atingir, afirmando que uma sociedade sobre estas falsas bases (analisadas no Primo Basílio), não está na verdade : atacá-las é um dever (...) Amaro é um empecilho, mas os Acácios, os Ernestos, os Saavedras, os Basílios são formidáveis empecilhos; são uma bem bonita causa de anarquia no meio da transformação moderna : merecem partilhar com o Padre Amaro de bengala do homem de bem. 
Neste trecho acima, percebemos claramente, o objetivo social, altruístico, com intuitos essencialmente morais. 
Entretanto, os psicanalistas observam que as exigências morais do Super-Ego são satisfeitas por esse tom social altruístico e tornam possível a volta do recalcado, sob essa forma modificada. 
Diante dessa afirmação, será que Eça ao tratar do seu mais íntimo e profundo problema não tenha colocado o moralismo, justamente, para censurar a si mesmo ? 
Em O Primo Basílio encontramos a necessidade de se trabalhar pela moralização da sociedade portuguesa, principalmente através da crítica que se faz à pequena burguesia e à família. Como Eça disse : ... uma sociedade sobre falsas bases ... 
Muitas de suas personagens estão destituídas de força moral. O Cons. Acácio, por exemplo, que representando o formalismo oficial, mantém um relacionamento, secreto, com a sua criada Leopoldina que representa a parte má que existe na alma da mulher e, também, a Luísa que, entregue à fantasia sentimental, é totalmente destituída de consciência moral, predispondo-se ao adultério. 
Luísa adoece, com uma inesperada febre nervosa. Jorge toma conhecimento das relações da esposa com o primo, através de uma carta. Quanto Jorge mostra a carta a Luísa, esta, num gesto romântico, estatela-se ao chão 
Tanto é assim, que quando doente, nos momentos de lucidez, Luísa pedia a presença do marido ao seu lado: é o lado moralizador do realismo português. 
E, a morte de Luísa, é também muito significativa. Diante da tese desenvolvida em O Primo Basílio, achou-se necessário, como conclusão, castigar a heroína. O Castigo foi a morte. 
Eça, como crítico, muitas vezes impiedoso, da sociedade portuguesa, sentiu a necessidade de reformas sociais, por isso, a tudo moralizou. 
Eça de Queirós não é apenas um analista (como propunha o Realismo) nem apenas um artista. 
Um Moralista 
· possuía uma finalidade ética e social a atingir : Uma sociedade sobre estas falsas bases (analisadas no Primo Basílio), não está na verdade : atacá-las é um dever. 
· portanto, escreve com um objetivo social, altruístico, com intuitos essencialmente morais. 
· o consciente de Eça trabalha pela moralização da sociedade portuguesa, por isso, é um crítico impiedoso da sociedade portuguesa e sente a necessidade de reforma sociais. 
·

17 de nov. de 2014

NOTAS DA AVALIAÇÃO MENSAL( REVISTAS)

BRUNO LINDO- 5

MATHEUS- 6.1

PEDRO- 4.5

ANDERSON- 6

GIULIA- 5

FAQUINI- 3,5

VINI- 5,7

LELE-  8,5 PARABÉNS

GUI- 8 ( DEPOIS EXPLICO O PORQUÊ)PARABÉNS

JAQUE-  6,6

GI-  8.3 PARABÉNS

MENEGUELI- 5

ANNE- 5

FER - 5.5

JU- 7 MUITO BOM

AMANDA- 7 MUITO BOM

CAPITU- 5 

13 de nov. de 2014

Atenção conteúdo para a prova

Conteúdo para a prova mensal do dia  14/11/2014PreposiçõesOrações coordenadas sindéticas (Conjunções) e assindéticasSimbolismoRomantismoOswald de Andrade e Carlos Drummond de Andrade( biografias)

Leiam as  postagens elas podem ser úteis!

9 de nov. de 2014

Figuras de Linguagem nas músicas

Figuras de Linguagem nas músicas

Figuras de Linguagem em Músicas Cem 03

Atenção: Romantismo e Simbolismo

Texto I
Meu canto de morte,
Guerreiros, ouvi:
Sou filho das selvas,
Nas selvas cresci;
Guerreiros, descendo
Da tribo tupi. 

Da tribo pujante,
Que agora anda errante
Por fado inconstante,
Guerreiros, nasci;
Sou bravo, sou forte,
Sou filho do Norte;
Meu canto de morte,
Guerreiros, ouvi. 

Já vi cruas brigas,
De tribos imigas,
E as duras fadigas
Da guerra provei; 
(...)
Gonçalves Dias
Texto 2
VIOLÕES QUE CHORAM
Cruz e Souza

Ah! plangentes violões dormentes, mornos,
soluços ao luar, choros ao vento...
Tristes perfis, os mais vagos contornos,
bocas murmurejantes de lamento.
Noites de além, remotas, que eu recordo,
noites de solidão, noites remotas
que nos azuis das Fantasias bordo,
vou constelando de visões ignotas.
(...)
Vozes veladas, veludosas vozes,
volúpias dos violões, vozes veladas,
vagam nos velhos vórtices velozes
dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas


.

1-Conforme os estudos de literatura que tivemos até aqui, analise nos textos 1 e 2 suas características literárias , explicando a qual escola literária cada texto pertence e justificando sua resposta.

2 de nov. de 2014

O Cortiço - Aluísio Azevedo (Naturalismo)

RESUMO

O romance segue claramente duas linhas mestras em seu enredo, cada uma delas girando em torno de um imigrante português. De um lado temos João Romão, o dono do cortiço, do outro Jerônimo, trabalhador braçal que se emprega como gerente da pedreira que pertence ao primeiro. 
João Romão enriquece às custas de sua obsessão pelo trabalho de comerciante, mas também por intermédio de meios ilícitos, como os roubos que pratica em sua venda e a exploração da amante Bertoleza, a quem engana com uma falsa carta de alforria. Ele se torna proprietário de um conjunto de cômodos de aluguel e da pedreira que ficava ao fundo do terreno. Aumenta sua renda e passa a se dedicar a negócios mais vultosos, como aplicações financeiras. Aos poucos, refina-se e deixa para trás a amante. 
Miranda, comerciante de tecidos e também português, muda-se para o sobrado que fica ao lado do cortiço. No início disputa espaço com o vizinho, mas, aos poucos, os dois percebem interesses comuns. Miranda tem acesso à alta sociedade, posição que começa a ser almejada por João Romão, este, por sua vez, tem fortuna, cobiçada pelo comerciante de tecidos que vive às custas do dinheiro da esposa. Logo, uma aliança se estabelece entre eles. Para consolidá-la, planeja-se o casamento entre João Romão e a filha de Miranda, Zulmira. João se livra de Bertoleza, devolvendo-a aos seus antigos donos.  
Jerônimo assume a condição de gerente da pedreira de João Romão e passa a viver no cortiço com a esposa Piedade. Sua honestidade, força e nobreza de caráter logo chamam a atenção de todos. No entanto, seduzido pela envolvente Rita Baiana, assassina o namorado desta, Firmo. Jerônimo abandona a esposa e vai viver com Rita. Entra então em um acelerado processo de decadência física e moral, assim como sua esposa, que termina alcoólatra. 
A decadência atinge também outros moradores do cortiço. É o caso de Pombinha, moça culta que aguardava a primeira menstruação para se casar. Seduzida pela prostituta Léonie, abandona o marido e vai viver com a amante, prostituindo-se também.

CONTEXTO

Sobre o autor
Aluísio Azevedo foi o melhor representante da tendência naturalista do Realismo brasileiro. Em seu esforço de conhecimento da realidade, explicitava a vida humana mesmo em seus aspectos mais sórdidos: a baixeza, a exploração, a desonestidade e o crime.
Importância do livro Na literatura brasileira, O Cortiço é o romance mais exemplar da estética realista-naturalista. Nele, pode-se perceber com clareza a visão que os naturalistas tinham das reações sociais no desejo de enriquecimento que toma João Romão, e ainda a imagem que os naturalistas faziam das relações pessoais no envolvimento amoroso entre Jerônimo e Rita Baiana.
Período histórico O romance foi escrito em um período de profundas transformações na paisagem urbana do Rio de Janeiro, captadas ali com o registro cru do naturalismo, que rejeitava qualquer forma de idealização do real.

ANÁLISE

O romance de Aluísio Azevedo segue de perto as determinações do chamado “romance experimental”, conceito elaborado pelo escritor francês Émile Zola. Segundo o conceito, a realidade é observada de uma perspectiva científica que se distancia da idealização romântica e mostra um retrato fiel da sociedade, mesmo de seus aspectos mais sórdidos – postura artística denominada então de “belo horrível”. A busca pelo registro fidedigno orienta o narrador no sentido da reprodução da linguagem das personagens com toda a riqueza da oralidade e das gírias do tempo. Nota-se ainda um aspecto fundamental da narrativa realista-naturalista: o interesse pela miséria, pela pobreza. Além de traços presentes na tendência naturalista do realismo, como a sexualização do enredo e a animalização das personagens. 
Pode-se dizer que O Cortiço segue o figurino naturalista em duas linhas de exposição de comportamento humano. A trajetória de João Romão apresenta a visão naturalista das relações sociais, enquanto a de Jerônimo indica a perspectiva adotada pela escola no que diz respeito às relações pessoais. Nos dois casos, evidenciam-se patologias que definem os desvios morais das personagens.  
A ambição de João Romão não é condenada, afinal, ele apenas se aproveita das oportunidades oferecidas pela sociedade capitalista então nascente. Ocorre que, nele, a vontade de prosperar transforma-se em doença, em “febre de possuir”. Sua falta de escrúpulos é tamanha, que passa a explorar a companheira Bertoleza até o ponto da saturação, quando a troca por uma companhia que promete frutos mais lucrativos. 
No retrato das relações sociais, o sobrado cumpre um papel fundamental, principalmente no contraste com o cortiço: este reúne os tipos miseráveis, enquanto aquele representa a riqueza das elites. Ficam assim representadas as diferenças sociais. Mas é bom observar que tanto em um ambiente quanto no outro o padrão moral é o mesmo, caracterizado pela baixeza e pelo domínio dos instintos. 
Jerônimo sintetiza a visão naturalista do envolvimento amoroso. Na verdade, não se trata de amor, já que os naturalistas não consideravam esse sentimento, tomando-o apenas como uma máscara para a verdadeira motivação da aproximação entre casais, o instinto natural de preservação da espécie. Assim, o que une Jerônimo a Rita Baiana é o desejo sexual: o português se rende aos encantos da mulata brasileira, circunstância que mostra a sedução que a terra exótica exerce sobre o colonizador espantado. 
A queda moral de Jerônimo também possui explicação ligada ao ambiente: o sol dos trópicos abate a vontade de trabalhar e o homem se entrega aos prazeres. Sua pureza original é superada por seus instintos, e ele se torna preguiçoso e dado à luxúria. O fato de a mesma decadência atingir Piedade e Pombinha confirma a tese de que a tendência à frouxidão de costumes se dá em função do ambiente.

PERSONAGENS

- João Romão: português ambicioso, torna-se dono da venda, do cortiço e da pedreira. Explora a amante Bertoleza, mas acaba se casando com Zulmira por motivos financeiros. 
- Bertoleza: escrava que se pensa alforriada, trabalha para João Romão e é sua amante.  
- Miranda: português, morador do sobrado ao lado do cortiço. É casado com Estela, mas tem um casamento infeliz, mantido apenas por razões financeiras. 
- Estela: esposa de Miranda, é infiel ao marido.  
- Zulmira: filha de Estela e de Miranda, casa-se com João Romão, que busca ascensão social através do casamento. 
- Jerônimo: português trabalhador e honesto, torna-se administrador da pedreira de João Romão. Acaba se envolvendo com Rita Baiana e deixando de lado os princípios. 
- Rita Baiana: mulata sedutora, é amiga de todos no cortiço. Tinha um caso com Firmo, depois se envolveu com Jerônimo. 
- Piedade: esposa dedicada de Jerônimo, acaba se entregando a bebida depois que o marido a abandona para ficar com Rita Baiana. 
- Firmo: amante de Rita Baiana, é assassinado por Jerônimo. 
- Pombinha: moça que discreta e educada que termina entregue à prostituição.
Fernando Marcílio
Mestre em Teoria Literária pela Unicamp