20 de out. de 2014

Inundação


Há um rio que atravessa a casa. Esse rio, dizem, é o tempo. E as lembranças são peixes nadando ao invés da corrente. Acredito, sim, por educação. Mas não creio. Minhas lembranças são aves. A haver inundação é de céu, repleção de nuvem. Vos guio por essa nuvem, minha lembrança.
A casa, aquela casa nossa, era morada mais da noite que do dia. Estranho, dirão. Noite e dia não são metades, folha e verso? Como podiam o claro e o escuro repartir-se em desigual? Explico. Bastava que a voz de minha mãe em canto se escutasse para que, no mais lúcido meio-dia, se fechasse a noite. Lá fora, a chuva sonhava, tamborileira. E nós éramos meninos para sempre.
Certa vez, porém, de nossa mãe escutámos o pranto. Era um choro delgadinho, um fio de água, um chilrear de morcego. Mão em mão, ficámos à porta do quarto dela. Nossos olhos boquiabertos. Ela só suspirou:
- Vosso pai jã não é meu.
Apontou o armário e pediu que o abríssemos. A nossos olhos, bem para além do espanto, se revelaram os vestidos envelhecidos que meu pai há muito lhe ofertara. Bastou, porém, a brisa da porta se abrindo para que os vestidos se desfizessem em pó e, como cinzas, se enevoassem pelo chão. Apenas os cabides balançavam, esqueletos sem corpo.
- E agora - disse a mãe -, olhem para estas cartas.
Eram apaixonados bilhetes, antigos, que minha màe conservava numa caixa. Mas agora os papéis estavam brancos, toda a tinta se desbotara.
- Ele foi. Tudo foi.
Desde então, a mãe se recusou a deitar no leito. Dormia no chão. A ver se o rio do tempo a levava, numa dessas invisíveis enxurradas. Assim dizia, queixosa. Em poucos dias, se aparentou às sombras, desleixando todo seu volume.
- Quero perder todas as forças. Assim não tenho mais esperas.
- Durma na cama, mãe.
- Não quero. Que a cama é engolidora de saudade.
E ela queria guardar aquela saudade. Como se aquela ausência fosse o único trofeu de sua vida.
Não tinham passado nem semanas desde que meu pai se volatilizara quando, numa certa noite, não me desceu o sono. Eu estava pressentimental, incapaz de me guardar no leito. Fui ao quarto dos meus pais. Minha mãe lá estava, envolta no lençol até à cabeça. Acordei-a. O seu rosto assomou à penumbra doce que pairava. Estava sorridente.
- Não faça barulho, meu filho. Não acorde seu pai.
- Meu pai?
- Seu pai esta aqui, muito comigo.
Levantou-se com cuidado de não desalinhar o lençol. Como se ocultasse algo debaixo do pano. Foi à cozinha e serviu-se de água. Sentei-me com ela, na mesa onde se acumulavam as panelas do jantar.
- Como eu o chamei, quer saber?
Tinha sido o seu cantar. Que eu não tinha notado, porque o fizera em surdina. Mas ela cantara, sem parar, desde que ele saíra. E agora, olhando o chão da cozinha, ela dizia:
- Talvez uma minha voz seja um pano; sim, um pano que limpa o tempo.
No dia seguinte, a mãe cumpria a vontade de domingo, comparecida na igreja, seu magro joelho cumprimentando a terra. Sabendo que ela iria demorar eu voltei ao seu quarto e ali me deixei por um instante. A porta do armário escancarada deixava entrever as entranhas da sombra. Me aproximei. A surpresa me abalou: de novo se enfunavam os vestidos, cheios de formas e cores. De imediato, me virei a espreitar a caixa onde se guardavam as lembranças de namoro de meus pais. A tinta regressara ao papel, as cartas de meu velho pai se haviam recomposto? Mas não abri. Tive medo. Porque eu, secretamente, sabia a resposta.
Saí no bico do pé, quando senti minha mãe entrando. E me esgueirei pelo quintal, deitando passo na estrada de areia. Ali me retive a contemplar a casa como que irrealizada em pintura. Entendi que por muita que fosse a estrada eu nunca ficaria longe daquele lugar. Nesse instante, escutei o canto doce de minha mãe. Foi quando eu vi a casa esmorecer, engolida por um rio que tudo inundava.


Mia Couto, O Fio das Missangas

9 de out. de 2014

Preposição


Preposição é a palavra que estabelece uma relação entre dois ou mais termos da oração. Essa relação é do tipo subordinativa, ou seja, entre os elementos ligados pela preposição não há sentido dissociado, separado, individualizado; ao contrário, o sentido da expressão é dependente da união de todos os elementos que a preposição vincula.
Exemplos:
  1. Os amigos de João estranharam o seu modo de vestir.
    amigos de João / modo de vestir: elementos ligados por preposição
    de: preposição
  2. Ela esperou com entusiasmo aquele breve passeio.
    esperou com entusiasmo: elementos ligados por preposição
    com: preposição
Esse tipo de relação é considerada uma conexão, em que os conectivos cumprem a função de ligar elementos. A preposição é um desses conectivos e se presta a ligar palavras entre si num processo de subordinação denominado regência.
Diz-se regência devido ao fato de que, na relação estabelecida pelas preposições, o primeiro elemento – chamado antecedente – é o termo que rege, que impõe um regime; o segundo elemento, por sua vez – chamado consequente – é o termo regido, aquele que cumpre o regime estabelecido pelo antecedente.
Exemplos:
  1. hora das refeições é sagrada.
hora das refeições: elementos ligados por preposição
de + as = das: preposição
hora: termo antecedente = rege a construção "das refeições"
refeições: termo consequente = é regido pela construção "hora da"
  1. Alguém passou por aqui.
passou por aqui: elementos ligados por preposição
por: preposição
passou: termo antecedente = rege a construção "por aqui"
aqui: termo consequente = é regido pela construção "passou por"
As preposições são palavras invariáveis, pois não sofrem flexão de gênero, número ou variação em grau como os nomes, nem de pessoa, número, tempo, modo, aspecto e voz como os verbos. No entanto, em diversas situações as preposições se combinam a outras palavras da língua (fenômeno da contração) e, assim, estabelecem uma relação de concordância em gênero e número com essas palavras às quais se ligam. Mesmo assim, não se trata de uma variação própria da preposição, mas sim da palavra com a qual ela se funde.
Por exemplo:
de + o = do
por + a = pela
em + um = num
As preposições podem introduzir:
a) Complementos Verbais
Por exemplo:
Eu obedeço "aos meus pais".
b) Complementos Nominais
Por exemplo:
Continuo obediente "aos meus pais".
c) Locuções Adjetivas
Por exemplo:
É uma pessoa "de valor".
d) Locuções Adverbiais
Por exemplo:
Tive de agir "com cautela".
e) Orações Reduzidas
Por exemplo:
"Ao chegar", comentou sobre o fato ocorrido. 

7 de out. de 2014

Orações Coordenadas e Exercícios


O Período Composto se caracteriza por possuir mais de uma oração em sua composição.
Sendo Assim:
- Eu irei à praia. (Período Simples)
-
 Estou comprando um protetor solar, depois irei à praia. (Período Composto)
- Já me
 decidi: só irei  à praia, se antes eu comprar um protetor solar. (Período Composto).
Cada verbo ou locução verbal sublinhada acima corresponde a uma oração. Isso implica que o primeiro exemplo é um período simples, pois tem apenas uma oração, os dois outros exemplos são períodos compostos, pois têm mais de uma oração.
Há dois tipos de relações que podem se estabelecer entre as orações de um período composto: uma relação de coordenação ou uma relação de subordinação.
Duas orações são coordenadas quando estão juntas em um mesmo período, (ou seja, em um mesmo bloco de informações, marcado pela pontuação final), mas têm, ambas, estruturas individuais, como é o exemplo de:
- Estou comprando um protetor solar, depois irei à praia. (Período Composto)
Podemos dizer:
1. Estou comprando um protetor solar.
2. Irei à praia.
Separando as duas, vemos que elas são independentes.
É desse tipo de período que iremos falar agora: o Período Composto por Coordenação.
Quanto à classificação das orações coordenadas, temos dois tipos: Coordenadas Assindéticas e Coordenadas Sindéticas.
Coordenadas Assindéticas
São orações coordenadas entre si e que não são ligadas através de nenhum conectivo. Estão apenas justapostas.
Coordenadas Sindéticas
Ao contrário da anterior, são orações coordenadas entre si, mas que são ligadas através de uma conjunção coordenativa. Esse caráter vai trazer para esse tipo de oração uma classificação:
As orações coordenadas sindéticas são classificadas em cinco tipos: aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas e explicativas.
Vejamos exemplos de cada uma delas:
Orações Coordenadas Sindéticas Aditivas: e, nem, não só... mas também, não só... como, assim... como.
- Não só cantei como também dancei.
- Nem comprei o protetor solar, nem fui à praia.
- Comprei o protetor solar e fui à praia.
Orações Coordenadas Sindéticas Adversativas: mas, contudo, todavia, entretanto, porém, no entanto, ainda, assim, senão.
- Fiquei muito cansada, contudo me diverti bastante.
- Ainda que a noite acabasse, nós continuaríamos dançando.
- Não comprei o protetor solar, mas mesmo assim fui à praia.
Orações Coordenadas Sindéticas Alternativas: ou... ou; ora...ora; quer...quer; seja...seja.
- Ou uso o protetor solar, ou uso o óleo bronzeador.
- Ora sei que carreira
 seguir, ora penso em várias carreiras diferentes.
- Quer eu durma quer eu fique acordado, ficarei no quarto.
Orações Coordenadas Sindéticas Conclusivas: logo, portanto, por fim, por conseguinte, consequentemente.
- Passei no vestibular, portanto irei comemorar.
- Conclui o meu projeto, logo posso descansar.
- Tomou muito sol, consequentemente ficou adoentada.
Orações Coordenadas Sindéticas Explicativas: isto é, ou seja, a saber, na verdade, pois.
- Só passei na prova porque me esforcei por muito tempo.
- Só fiquei triste por você não ter viajado comigo.
- Não fui à praia pois queria descansar durante o Domingo.



Queridos alunos vou postar alguns exercícios sobre o conteúdo estudado, resolvam, depois postarei o gabarito!


EXERCÍCIOS:


1. Classifique as orações coordenadas conforme o código abaixo:


( 1 ) oração coordenada assindética


( 2 ) oração coordenada sindética aditiva


( 3 ) oração coordenada sindética adversativa


( 4 ) oração coordenada sindética alternativa


( 5 ) oração coordenada sindética explicativa


( 6 ) oração coordenada sindética conclusiva


a) Gosto muito de dançar, pois faço “jazz”desde pequenina. (   )


b) Recebeu a bola, driblou o adversário e chutou para o gol. (   )


c) Acendeu o “abat-jour”, guardou os chinelos e deitou-se. (   )


d) Não se desespere, que estaremos a seu lado sempre. (   )


e) Ele estudou bastante; deve, pois, passar no próximo vestibular. (   )


f) Está faltando água nas represas, por conseguinte haverá racionamento de energia. (   )


g) Não me abandone, ou eu sou capaz de morrer. (   )


h) Não é gulodice, nem egoísmo de criança. (   )


i) Ela não só chorava, como também rasgava as cartas com desespero. (   )


j) Choveu muito na região sudeste; no entanto, o rodízio de água começará amanhã. (   )


l)Viajei até ao Norte, porém não consegui observar todas as paisagens.(  )


m)    Já vos foram fornecidos os exercícios, portanto trabalhem bem.(   )


n).    Traz-me as tuas revistas ou terei que comprar outras.(   )


o)    Seja pelo melhor, seja pelo pior, vou emigrar para Londres.(   )


p).    O meu amigo não aceita ajuda de ninguém, por conseguinte vou ajudá-lo sem que perceba.(   )


q)    Tudo é belo nestas paisagens mas falta-me a minha família.(   )


r)    Eles não terminaram o que tinham que fazer nem se esforçaram por isso.(   )


s)    Ora me dizes para estudar, ora me obrigas a trabalhar na loja. (   )



2. (Univ. Fed. Santa Maria – RS) – Assinale a seqüência de conjunções que estabelecem, entre as orações de cada item, uma correta relação de sentido.


1. Correu demais, ... caiu.

2. Dormiu mal, ... os sonhos não o deixaram em paz.

3. A matéria perece, ... a alma é imortal.

4. Leu o livro, ... é capaz de descrever as personagens com detalhes.

5. Guarde seus pertences, ... podem servir mais tarde.


a) porque, todavia, portanto, logo, entretanto

b) por isso, porque, mas, portanto, que

c) logo, porém, pois, porque, mas

d) porém, pois, logo, todavia, porque

e) entretanto, que, porque, pois, portanto


3. Todos os períodos dados a seguir são compostos por coordenação. Separe as orações de cada um deles e classifique-as.

a) Todos prometeram ajudar; muitos, porém, não cumpriram a promessa.

__________________________________________________________________________________

b) “O homem ao meu lado acende outro cigarro, dá uma tragada e joga-o pela janela”. (Stanislaw Ponte Preta)

___________________________________________________________________________________

c) Ele trabalhava durante o dia e estudava à noite.

___________________________________________________________________________________

d) A criança ora cantava, ora se punha a correr pela sala.

___________________________________________________________________________________



4. Assinale a alternativa em que a oração em destaque foi incorretamente analisada:

a) (     ) Compre o bilhete PORQUE O SORTEIO SERÁ AMANHÃ. (Oração Coordenada Sindética Conclusiva)

b) (     ) Viu o acidente E SOCORREU AS VÍTIMAS. (Oração Coordenada Sindética Aditiva)

c) (     ) O professor fala muito, QUESTIONA BASTANTE. (Oração Coordenada Assindética)

d) (     ) Volte cedo, POIS IREMOS À FESTA. (Oração Coordenada Sindética Explicativa)

e) (     ) Não correu NEM BRINCOU. (Oração Coordenada Sindética Aditiva)




5. (F. TIBIRIÇA-SP) No período "Penso, logo existo", oração em destaque é:
a) coordenada sindética conclusiva
b) coordenada sindética aditiva
c) coordenada sindética alternativa
d) coordenada sindética adversativa


Ele pensava numa nova edição do seu romance pela mesma editora; NÃO, PODERIA, POIS, TER RESCINDIDO O CONTRATO COM ELA.”

6. A oração destacada classifica-se como

a) subordinada adverbial final.

b) subordinada adverbial consecutiva.

c) subordinada adverbial condicional.

d) coordenada assindética explicativa.

e) coordenada sindética conclusiva.


7. No período: “Paredes ficaram tortas, animais enlouqueceram e as plantas caíram”, temos:

 a)      Duas orações coordenadas assindéticas e uma oração subordinada substantiva.

b)      Três subordinadas substantivas.

c)      Três orações coordenadas.

d)      Quatro orações coordenadas.

e)       Uma oração principal e duas orações subordinadas.


8. Una as orações de cada um dos pares a seguir com a conjunção coordenativa adequada:

a.) O lavrador abriu sulcos. Depositou as sementes. ________________________________________________

b.) Precisamos preservar a natureza. Não sobreviveremos.__________________________________________




9) Considere as frases abaixo:

1.  Ao chegar a partilha, estava encalacrado, e na hora das contas davam-lhe uma ninharia.

2.  Pouco a pouco o ferro do proprietário queimava os bichos de Fabiano.

3.  Não se descobriu o erro, e Fabiano perdeu os estribos.

4.  Passar a vida inteira assim no toco, entregando o que era dele de mão beijada!

5.  O amo abrandou, e Fabiano saiu de costas, o chapéu varrendo o tijolo.


Pode-se afirmar que temos orações coordenadas sindéticas aditivas em:

a) (     ) 1, 2 e 3;

b) (     ) 1, 3 e 4;

c) (     ) 1, 3 e 5;

d) (     ) 2, 4 e 5;


10) A conjunção E normalmente é usada como conjunção coordenada aditiva. No entanto, em uma das alternativas abaixo, isso não ocorre:

a) Entrou, comprou ingressos e saiu logo.

b) Maria é amiga de César e Vera, de Mário.

c) Não se preparou para o concurso e conseguiu passar.

d) Saia daí e não volte mais!

e) Nem um nem outro conseguiu pagar a conta e ficaram devendo o almoço.


11) A conjunção E tem valor adversativo na frase:

a) Cheguei, vi e venci.

b) Arrumou as malas e despediu-se.

c) Deitei-me exausto e não consegui dormir.

d) Siga o meu conselho e não se arrependerá.

e) Choveu durante toda a noite e não pudemos sair.


12) "Estava direito aquilo? Trabalhar como negro e nunca arranjar carta de alforria!"

Neste trecho temos:

a) uma oração coordenada sindética adversativa

b) uma oração coordenada sindética aditiva

c) uma oração coordenada assindética e uma coordenada aditiva

d) uma oração coordenada e uma subordinada


13)" Não quis ouvir o teu agouro.

         Colhi todas as rosas que nasceram

          Nos caminhos por onde me levaste

          E as rosas não morreram."

                                    (Álvaro Moreyra)

 Considerando-se o último verso, ele se classifica como uma oração:

a) aditiva

b) explicativa

c) conclusiva

d) alternativa

e) adversativa


14) Meu dia outrora principiava alegre;

       No entanto à noite eu chorava. Hoje mais velho,

       Nascem-me em dúvida os dias, mas

       Findam sagrados, serenamente."

                                      (Manuel Bandeira)

No texto acima encontramos, pela ordem:

a) uma oração coordenada sindética alternativa e uma oração sindética adversativa

b) uma oração coordenada sindética adversativa e uma oração sindética alternativa

c) duas orações coordenadas sindéticas adversativas

d) uma oração coordenada sindética explicativa e uma oração sindética conclusiva

e) duas orações coordenadas sindéticas explicativas


15) "Já estava saturado daquilo;. era preciso, porém, suportar aquele voltear de mulheres."

No texto é possível detectar:

a) uma oração coordenada sindética alternativa

b) uma oração coordenada sindética adversativa

c) uma oração coordenada sindética conclusiva

d) uma oração coordenada sindética explicativa


16) No período - "Choveu durante a noite, porque as ruas estão molhadas" -a oração destacada é:

a) coordenada sindética alternativa

b) coordenada sindética conclusiva

c) coordenada sindética aditiva

d) coordenada sindética explicativa

e) coordenada sindética adversativa


17) Chamando de:

1. o período composto por coordenação sindética,

2. o período composto por coordenação assindética,

assinale a alternativa correta:

a) Colhemos frutos, jogamos bola. (1)

b) Bem depressa chegou o trem; despedimo-nos sem demora.(1)

c) Os dois anos de serviço acabaram em 1855, e o escravo ficou livre, mas continuou o ofício.(1)

d) Dormi tarde, mas acordei cedo.(2)

e) Fui bem em Português, mas não acertei nada de Química.(2)


18) Assinale a alternativa que contém uma oração coordenada sindética adversativa.

a) A frustração cresce e a desesperança não cede.

b) O que dizer sem resvalar para o pessimismo, a crítica ou a auto-absolvição?

c) É também ocioso pensar que nós da elite, temos riqueza suficiente para distribuir.

d) Sejamos francos.

e) Em termos mundiais, como potência econômica, somos irrelevantes, mas extremamente representativos como população.


19) Assinale a alternativa em que aparece uma conjunção coordenada sindética explicativa:

a) A casaca dele estava remendada, mas estava limpa.

b) Eles se amavam, contudo não se falavam.

c) Todos trabalhando: ou varrendo ou lavando as vidraças.

d) Chora, que lágrimas lavam a alma.

e) O time ora atacava, ora defendia e, no placar, o resultado não se movia.